Madeira

Porto Santo Beach Party “talvez volte em 2040”

O administrador do Café do Teatro, Dário Silva, assume que o evento de dança que marcou a noite do Porto Santo, nesta última semana, “talvez volte em 2040”. Tudo porque “houve muitas circunstâncias” que ditaram este afastamento, desde logo pelo baixo número de visitantes. “Venho cá há 22 anos e nunca vi o Porto Santo assim. De domingo para cá estão menos 50% das pessoas”, assume Dário Silva.

Atirando a culpa para “quem organiza a ilha”, o administrador do Café do Teatro explica ainda ao DIÁRIO que não perdeu dinheiro com este evento de música de dança que levou até à Ilha Dourada artistas de gabarito nacional e internacional. Agora, o investimento que ronda os 20 mil euros, será canalizado para “eventos na Madeira, ao longo do mês de Agosto”.

“Tenho imensa pena, mas agora quem quiser que faça. Quando chegámos pensávamos que o evento iria ser até às 5 da manhã, mas depois da autarquia reunir com os comerciantes locais passaram para as 4 horas, que é quando todo o comércio fecha. Houve ainda uma Feira do Petisco, mesmo aqui ao lado, que começava com o som às 22 horas. Entretanto, a nossa festa começava às 23 horas e até à 1 da madrugada parece que existia uma ‘guerra de sons’ entre os dois eventos, do género música pimba ‘vs’ música de dança”, referiu Dário Silva, que salientou o facto de ter cumprido com “todas as exigências que a Câmara fez”, tais como “policiamento permanente na festa”, o que “acarreta ainda mais custos”.

Assumindo que investiu forte para esta edição do Porto Santo Beach Party, com algumas das viagens dos artistas a custarem cerca de 1.100 euros, isto “para além dos custos de alojamento”, o administrador do Café do Teatro sai da ilha aqui ao lado com a sensação de que não é bem-vindo e por isso vai afastar-se. “A Madeira é quem vai ganhar”, concluiu Dário Silva.

Vento ‘ampliou’ o som

Relativamente às queixas que fizeram eco nas redes sociais, em torno do volume da música do Porto Santo Beach Party, Dário Silva assegurou que essa propagação deveu-se “ao vento” que se fez sentir a partir de domingo, no Porto Santo, factores que acabaram por propagar os decibéis.

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DN Madeira
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