Madeira

Máquinas de tabaco com venda condicionada na Madeira

A venda de tabaco em máquinas está cada vez mais condicionada, na Madeira, o que é uma boa notícia para a saúde dos fumadores, mas não só. A medida intensificou-se nos últimos dias, já depois de vários estabelecimentos, como cafés e restaurantes terem encerrado, e onde os fumadores poderiam proceder à compra de maços em máquinas, mas eis que a Autoridade Regional das Actividades Económicas (ARAE) supervisionou alguns espaços, nomeadamente supermercados e outras superfícies, condicionando ainda mais o acesso a estes pontos de venda.

Segundo esclarecimentos prestados pelo inspector regional das Actividades Económicas, Luís Miguel Rosa, “tudo o que sejam máquinas colocadas no exterior”, como por exemplo de alimentos, “estão proibidas relativamente à comercialização e têm de estar desligadas” por duas razões muito simples. Primeiro, porque não está garantida a higienização permanente das máquinas, pois isso estaria ao encargo de quem fornece os produtos e implicaria que um funcionário teria de lá ficar para garantir a limpeza da mesma; e depois porque estes são focos de potencial aglomeração de pessoas e consequente contágio em tempo de pandemia.

Já no que diz respeito aos espaços interiores, onde se incluem os supermercados, minimercados ou até padarias que possuam máquinas de tabaco ou de café coladas por empresas vending, esses mesmos negócios “têm de garantir a sua higienização”, igualmente com a presença destacada de um funcionário para garantir a limpeza, caso contrário têm de estar desligadas. E é isso que está a acontecer em dezenas de espaços, na Madeira. A opção passa agora pela venda avulso.

Fumadores fazem parte do grupo de risco?

De acordo com o Polígrafo, é verdadeiro que um fumador tem mais possibilidades de não resistir ao vírus do que um não fumador, visto que “um fumador de longa data já apresenta alterações pulmonares que podem estar associados a quadros de pneumonia em caso de infecção por Covid-19”.

E quanto aos fumadores passivos, também estão mais fragilizados? Se sim, quantas vezes mais relativamente a uma pessoa ‘normal’? Segundo o Polígrafo “é preciso avaliar os riscos clínicos caso-a-caso, porque a resposta de cada indivíduo à infecção vai ser muito variável. No entanto, sabe-se que uma pessoa exposta a fumo passivo durante 8 horas por dia tem riscos semelhantes aos de uma pessoa que fume 10 cigarros”.

DN Madeira

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DN Madeira

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