Madeira

Madeira considera “brincadeira” do Governo deduzir património na comparticipação do hospital

O secretário da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, considerou hoje que “só pode ser uma brincadeira” o Estado insistir em deduzir o valor do património regional na comparticipação assumida pela República para a construção do novo hospital.

“Só pode ser brincadeira”, disse o governante madeirense aos jornalistas, no Funchal, à margem de uma conferência organizada pela Ordem dos Psicólogos da Madeira com o tema “Bem-estar na Comunidade”.

O responsável reagia assim às declarações da ministra da Saúde, Marta Temido, numa audição regimental realizada na quarta-feira na Assembleia da República, em resposta à deputada social-democrata madeirense Sara Madruga da Costa sobre esta questão.

Depois da audição, o PSD criticou o Governo por insistir em deduzir os valores patrimoniais dos atuais hospitais dos Marmeleiros e Nélio Mendonça do valor (340 milhões de euros) do custo da construção da nova unidade hospitalar da região.

Pedro Ramos recusou esta possibilidade, sublinhando que “o património da região é da região” e “só pode ser usado para abater dívida da região”.

O Governo, através do primeiro-ministro, António Costa, afirmou o compromisso de o Estado assumir metade da comparticipação dos 340 milhões de euros do custo estimado da construção do novo hospital da Madeira.

Contudo, a resolução do Conselho de Ministros sobre esta matéria reduziu esse apoio para 96,5 milhões, entrando na equação o valor devoluto da alienação dos atuais hospitais Dr. Nélio Mendonça e Marmeleiros.

Pedro Ramos também considerou que a falta de recursos humanos no setor da Saúde “é gritante e defendeu que “o Serviço Nacional de Saúde tem de definir uma nova estratégia para fixar os médicos”.

O governante insular destacou que “a Madeira tem trabalhado com intensidade nesta área”.

“Só no ano passado contratualizámos 75 médicos e, destes, 15 foram contratualizações externas, médicos que não entraram nas nossas vagas”, explicou.

Na pediatria e na cirurgia pediátrica da região há “falta de médicos”, admitiu, adiantando que alguns dos médicos que estão ao serviço “têm idade avançada e uma atividade intensa, mas, apesar das dificuldades profissionais, têm outro valor porque os serviços foram recentemente creditados”.

Pedro Ramos realçou que a Madeira vai contar com mais três anestesistas e que “estão previstas mais contratualizações para a área da pediatria”.

Quanto à situação da saúde mental na região, mencionou que a Madeira dispõe de oito centenas de camas e “está a trabalhar em áreas específicas” para resolver problemas.

O responsável anunciou que a estratégia para a saúde mental “vai ser apresentada no próximo mês” no arquipélago, o que inclui uma equipa multidisciplinar a nível regional que vai permitir “implementar este processo a nível da Madeira, com psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, médicos de família, enfermeiros de saúde mental, porque todos são importante para o sucesso do projeto”.

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DN Madeira
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