Madeira

José Carmo espera que Universidade da Madeira tenha o mesmo tratamento dado aos Açores

O Reitor da Universidade da Madeira, José Carmo, reage, através de comunicado aos apoios concedidos à Universidade dos Açores e espera que o mesmo seja feito em relação à Universidade da Madeira (UMa).

Referiu que foi com surpresa que constatou que na proposta do Orçamento do Estado para 2020 não constava qualquer menção à majoração da UMa, tendo procurado “as diversas forças políticas”, sobretudo, os deputados regionais à Assembleia da República”, no sentido de “introduzir a majoração em causa no Orçamento do Estado, no âmbito do seu debate na especialidade”, refere José do Carmo, lamentando que a proposta não tenha sido aprovada.

Com base neste chumbo que prejudicou também a Universidade dos Açores, o presidente do Governo Regional dos Açores promoveu uma reunião entre o Ministro da Ciência, tecnologia e Ensino Superior e a Universidade dos Açores sobre o financiamento desta universidade, tendo resultado num contrato-programa no valor anual de 1.200.000 euros em cada um dos quatro anos da actual legislatura para compensar as limitações e sobrecustos decorrentes da sua situação insular e ultraperiférica.

Segundo José Carmo, a Universidade da Madeira “congratula-se com esse acordo, que, evidentemente, terá de lhe ser extensivo, com um reforço do seu orçamento num montante no mínimo idêntico ao da sua congénere insular, uma vez que a Universidade da Madeira ainda se encontra mais subfinanciada do que a Universidade dos Açores”, refere o reitor, salientando que enviou um convite formal ao Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Professor Doutor Manuel Heitor, para uma visita à Madeira, no sentido de “conhecer a nossa Instituição e de preparar a elaboração de um tal contrato-programa, visita de trabalho que, naturalmente, também pretendemos articular com o Governo Regional”.

O Reitor da UMa frisa que se trata de uma questão que continua a ser de uma “importância decisiva, e, como por diversas vezes já fizemos notar, necessariamente diversa, por exemplo, da questão, também muito importante, da dificuldade de acesso aos fundos comunitários. A desvantagem advinda deste constrangimento, que situa as universidades insulares numa situação de profunda desigualdade face às suas congéneres do Continente, tem uma longa história e colocou graves entraves ao desenvolvimento na nossa Instituição”.

Mais adianta que é necessário lutar pela universidade como “um bem-comum que urge preservar e desenvolver como instrumento privilegiado de formação, inovação e tecnologia, num contexto particular em que a universidade necessita de se redimensionar para atingir os objectivos para que foi criada há 31 anos e para se posicionar, de forma competitiva, para os desafios que a sociedade actual coloca”.

DN Madeira

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