Madeira

Homem que matou ex-cunhado e desmembrou corpo condenado a 13 anos de prisão

13 anos de prisão foi a pena que o Juízo Central Criminal do Funchal aplicou, esta tarde, a Narciso Vasconcelos, o homem que, no final Maio de 2018, matou à pancada o ex-cunhado, Henrique Sousa, e que depois desmembrou e escondeu o corpo num espaço entre duas paredes da casa onde ambos moravam, no Beco da Jacinta (Viveiros). O arguido foi condenado a pagar 45 mil euros de indemnização a uma filha (já adulta) da vítima.

O julgamento teve início a 11 de Abril passado. Perante o colectivo de juízes presidido por Filipe Câmara, o arguido, que está em prisão preventiva, descreveu uma versão dos factos que apontava para uma morte acidental. O pedreiro desempregado, de 48 anos, assumiu a autoria do crime e manifestou-se arrependido. Negou tê-lo premeditado. Alegou que o desfecho trágico aconteceu na sequência de uma briga e que o ex-cunhado é que o agrediu primeiro, pois ficou zangado por o arguido ter deixado uma luz acesa. Narciso Vasconcelos descreveu que teve de deixar a casa da mãe no início do ano passado e que foi o ex-cunhado, Henrique Sousa, quem o acolheu na referida casa na zona dos Viveiros. Pagava-lhe 100 euros para ter aquele ‘tecto’. No entanto, ambos tinham graves problemas de alcoolismo e Henrique Sousa ditava-lhe regras sobre lides domésticas e era violento quando não as cumpria. “Às vezes” tinham discussões e pelo menos numa ocasião levou uma bofetada. Segundo o arguido, foi isso que aconteceu num sábado à noite no final de Maio de 2018. Narciso Vasconcelos disse que depois se terem agredido mutuamente, ele foi dormir e mais tarde, já pelas 04h00 de madrugada de domingo, apercebeu-se que a vítima tinha morrido e decidiu livrar-se do corpo. Ao tribunal descreveu com algum pormenor a forma como cortou o corpo com uma pequena serra de arco, meteu as várias partes em sacos de plástico e deitou-as através de uma gateira para um espaço de arejamento da cozinha. Os restos mortais só viriam a ser descobertos por familiares da vítima duas semanas depois, já que a PSP foi alertada do desaparecimento da vítima mas não detectou sinais de crime nas duas visitas que realizou à casa.

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DN Madeira
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