Madeira

Histórica ‘Viagem 1200’ será evocada sábado no Funchal

Este sábado, dia que faz precisamente 75 anos que partiu do Funchal com destino ao Curaçau aquela que ficou conhecida como a ‘Viagem 1200’, provavelmente o maior transporte de emigrantes madeirenses alguma vez realizado, com a particularidade de ter sido uma travessia clandestina para os 1.206 madeirenses que foram ‘escondidos’ a bordo de um navio tanque e em plena II Guerra Mundial, a histórica efeméride será este ano lembrada no Funchal.

Para assinalar a data histórica, os promotores da iniciativa, um grupo de descendentes desses emigrantes que zarparam do Funchal a 16 de Março de 1944, convocaram um encontro simbólico para este sábado, apelando aos familiares anónimos dos 1.206 emigrantes envolvidos nessa viagem a marcarem presença pelas 11 horas na Praça do Mar – defronte ao bar/esplanada Sete Mares. Um encontro simbólico não apenas para assinalar os 75 anos desse dia histórico para a emigração madeirense, mas também com o propósito de partilhar histórias, documentos, fotos ou outros elementos que possam contribuir para aprofundar o conhecimento desta grande viagem da diáspora.

Depois de procurar e pesquisar informação sobre essa ‘misteriosa’ viagem no ‘Sam Brás’, um navio petroleiro da Marinha da República Portuguesa, que pese embora tenha transportado de forma clandestina tantos homens madeirenses para trabalhar na industria da refinação do petróleo naquele pequeno país insular do Caribe, iam todos com contrato de trabalho invejável e transparente assegurado na gigante petrolífera Shell, Luís Drumond, filho de um desses passageiros, chegou à conclusão que “este acontecimento é quase do desconhecimento público e mesmo dos registos publicações históricas deste Arquipélago”. Quer por isso contribuir para retirar do quase anonimato a história que envolve um navio tanque da Marinha Portuguesa que chegou a integrar um enorme “comboio militar oceânico” com mais de 150 barcos, entre civis e militares, escoltados por navios militares afectos aos ‘Aliados’, o que implicou várias alterações de rota e várias semanas de mar para fugir aos perigos da guerra, nomeadamente dos temíveis submarinos alemães que proliferavam no Atlântico.

O repto está lançado: este sábado, dia 16, pelas 11 horas na Praça do Mar.

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DN Madeira
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