Madeira

Governo classifica edifício vulcânico das Ilhas Selvagem como Monumental Natural

O edifício vulcânico das Ilhas Selvagens será classificado como Monumento Natural pelo facto de ser um edifício vulcânico com mais de 29 milhões de anos e que permite, numa área pequena, estudar fenómenos biológicos e geológicos desde o topo da ilha até o fundo do oceano. Trata-se de uma proposta do Governo Regional que hoje, durante a conferência Selvagens – Ilhas Afortunadas, promovida pela Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, foi destacada e elogiada pelo investigador Manuel Biscoito.

Inserida no âmbito das comemorações do European Maritime Day e dos 600 anos do Descobrimento das Ilhas da Madeira e do Porto Santo, a conferência dedicada às Ilhas Selvagens, aborda temáticas como a história, o património, o conhecimento, a conservação, a economia e a soberania, daquele que é “o mais inóspito e pristino território do país”.

Ao longo desta quinta-feira, peritos e autoridades trazem o seu contributo sobre o assunto. Pedro Quartin Graça, com a comunicação ‘Rochedos ou ilhas?’; Rui Carita, com a intervenção ‘História e Mito’; Francis Zino, com as ‘Expedições científicas’; Manuel Biscoito com ‘Do pristino ao desconhecido’; Paul Nitschmann e o ‘Património natural e a economia das Ilhas’; Paulo Neves Coelho com ‘Direito Internacional do Mar’; Sousa Pereira e ‘Soberania e segurança’, entre outros.

“As Selvagens estão hoje mais protegidas e estimadas, mas importa continuar a investir na vigilância ecológica e securitária, no conhecimento, conservação e valorização dos seus recursos, passando pela abertura ao turismo natureza, com a dedicação e cuidado que este território sensível e frágil exige”, referiu Susana Prada, Secretária Regional do Ambiente, na abertura do evento, tendo destacado que a questão da ZEE portuguesa e a soberania sobre estas Ilhas, que Portugal e a Madeira, têm sabido consolidar com esforço, mérito e competência, merecem atenção permanente.

“Este importante activo geoestratégico, fronteira sul do Estado português, conquistou o seu nome e fama pelo perigo que representava à navegação, pela distância à civilização e pela sua resistência ao processo de colonização. Mas esse temperamento não impediu que os seus recursos começassem a ser explorados economicamente pela perseverança portuguesa logo após a sua descoberta pelas caravelas do Infante D. Henrique. Desde a apanha da abundante urzela, de elevado valor económico para a indústria têxtil à data das Descobertas, passando pela caça e pesca, até à actualidade, utilizando o mais importante dos seus recursos: o riquíssimo património natural, um santuário de aves marinhas e uma singularidade geológica monumental”, salientou a governante, referindo que o Governo Regional, comprometido com o objectivo de ajudar a afirmar Portugal no Atlântico, “está a concretizar várias acções com destaque para o ordenamento do espaço marítimo, a ampliação e consolidação da área marinha protegida, a melhoria das condições de vigilância, a candidatura a património mundial da UNESCO, o reforço da investigação científica e o desenvolvimento do turismo científico e de natureza, nas Selvagens, Ilhas Afortunadas”.

Além de Susana Prada, este evento conta com as presenças do Presidente da Comissão Executiva do Programa Comemorativo dos 600 anos do Descobrimento das Ilhas, Guilherme Silva, e do Director-Geral da Autoridade Marítima, Sousa Pereira, entre outras entidades.


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DN Madeira
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