Madeira

Empresas de animação turística da Madeira pedem atenção à sua situação

“Ninguém nos ouve, ninguém se preocupa com a nossa situação”, desabafa Jonathan Rodrigues, representante das empresas de animação turística na ACIF-Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, perante o cenário que dezenas de empresários e seus colaboradores enfrentam neste momento por causa do novo Coronavírus.

Os cancelamentos de reservas já atingem níveis muito acima dos referidos pelo Governo Regional para a hotelaria (15 a 20%), agravada a situação agora com a proibição de escalas de navios de cruzeiro que representam também importante fatia dos negócios, nomeadamente no Inverno. Para piorar, se a situação continuar nos próximos tempos, as reservas já pagas pelos clientes, que representam importante ‘cash flow’ das empresas, terão de ser devolvidas.

Se tal vier a acontecer, estão em risco o pagamento de salários e serviços prestados e fornecedores. Perante isto, o empresário de animação turística frisa: “Até agora não consegui falar com ninguém que me dê uma palavra. Estamos extremamente preocupados e mesmo respeitando a opção do Governo e até concordando com ela, tenho ordenados para pagar, empréstimos para saldar e todas as despesas nos próximos tempos.”

Jhonathan Rodrigues diz que fala pelos colegas que são associados da ACIF, com empresas ligadas ao mar e à serra, e todos estão cientes que, embora tenha sido anunciado apoio, o tempo que levará até isso estar nas suas mãos para pagar as contas, poderá ser muito tarde. As próximas duas a três semanas, se só sair dinheiro e não entrar, “as coisas vão ficar feias”.

O sector da animação turística na Madeira é composta por dezenas de empresas, sendo que, por exemplo, na Associação de Promoção da Madeira constam 45 como associadas.

DN Madeira

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DN Madeira

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