Madeira

Ciberataques mobilizam resposta da Madeira

O exercício anual de ciberdefesa do Exército Português “CIBER PERSEU 2019” iniciou-se, esta segunda-feira, dia 13 de Novemrbo, com a simulação de vários ataques no ciberespaço, testando a capacidade de resposta concertada entre as várias entidades envolvidas, entre as quais o Governo Regional.

A iniciativa, que decorre até à próxima sexta-feira, pretende exercitar e avaliar a capacidade de resposta do Exército face à ocorrência de ciberataques, de âmbito nacional ou internacional, nomeadamente afectando as suas Comunicações e Sistemas de Informação que suportam o Comando e Controlo (C2) e que, por essa razão, ponham em causa a obtenção da superioridade de informação das Forças Terrestres.

A convite daquele Ramo das Forças Armadas, a DRPI – Direcção Regional do Património e Informática integra pela quarta vez, o grupo de dezenas organizações nacionais envolvidas neste treino cooperativo.

“Este exercício materializa uma oportunidade para a condução de treino especializado, contribuindo para a consolidação da edificação da capacidade de ciberdefesa no Exército e para a Cibersegurança Nacional, permitindo à Região analisar as vulnerabilidades e avaliar os riscos emergentes do ciberespaço, incluindo os condicionamentos que a descontinuidade territorial comporta e a consequente dependência das comunicações transmitidas através de cabo submarino, testando para esse efeito procedimentos e capacidades”, sublinha uma nota da vice-presidência do Governo Regional.

Neste contexto, está empenhada uma equipa táctica especialmente dedicada à gestão de incidentes de segurança nas instalações da DRPI e no Palácio de São Lourenço, está sedeada a célula de gestão de crises CIMIC (incluindo jogadores e observadores de organizações públicas e privadas), tudo sob o controlo de execução do exercício a funcionar na Academia Militar, em Lisboa, para onde foi projectado um especialista da DRPI.

Haverá igualmente duas equipas (DRPI, e Instituto de Emprego da Madeira) compostas por cinco especialistas cada que estarão empenhadas num exercício técnico designado ‘Cyber Range’, onde terão oportunidade de trabalhar em ambiente simulado com ameaças e ferramentas reais.

Deslocar-se-á também a Lisboa um segundo especialista da DRPI para um treino competitivo, designado ‘CTF – Catch the Flag’, com o propósito de penetrar e atingir um objectivo dentro de uma infra-estrutura informática (hacking).

Na Região, este exercício acolhe com o estatuto de “jogador”, para além da DRPI, o IASAÚDE, a Investimentos Habitacionais da Madeira, o Serviço Regional de Protecção Civil, a Companhia Logística e de Combustíveis da Madeira, o Instituto de Emprego da Madeira e a empresa In-Formar.

A nível nacional contam-se: o Ministério da Administração Interna, a Força Aérea Portuguesa, a Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, a EDP, o Santander, o Instituto de Informática, a Autoridade Tributária e Aduaneira, entre outras entidades e organismos civis.

Com o estatuto de ‘observador’, o ‘CIBER PERSEU 2019’ contará com a presença da Empresa de Electricidade da Madeira, a Águas e Resíduos da Madeira, o Colégio Salesiano e a MC Computadores.

Esta quinta-feira, dia 14, decorrerá ainda, na Academia Militar e no âmbito do Exercício, a conferência ‘Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço 2019-2023’, com a participação do Centro de Ciberdefesa do Estado Maior General das Forças Armadas, do Centro Nacional de Cibersegurança, da Polícia Judiciária e do Serviço de Informações de Segurança.

DN Madeira

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