Madeira

Abastecedor de haxixe da Madeira condenado a seis anos e seis meses de prisão

O principal arguido da maior rede de tráfico de haxixe da Madeira foi condenado, esta tarde, no Juízo Central Criminal do Funchal (Edifício 2000), a seis anos e seis meses de prisão. Carlos R., um jovem de 25 anos, natural do Estreito de Câmara de Lobos mas a residir na zona de Lisboa, gabava-se de ser o maior abastecedor de haxixe da ilha, na ordem das dezenas de quilos, e de ganhar o triplo do ordenado do presidente do Governo Regional.

O colectivo de juízes considerou-o responsável pelo envio de pelo menos 50 quilos de haxixe.

Dos 24 arguidos, apenas dois apanharam pena efectiva. Três dos arguidos, que se encontravam em prisão preventiva (uma mãe e dois filhos residentes no bairro de Santo Amaro), tiveram pena suspensa e ordem de libertação imediata no final do julgamento, o que provocou fortes aplausos por parte dos familiares e amigos, que assistam a leitura do acórdão. Cinco arguidos foram absolvidos.

O julgamento dos 24 elementos da rede teve início a 18 de Setembro e resulta de investigações da Polícia Judiciária e da PSP. A acusação do Ministério Público, confirmada depois por despacho da juíza de instrução, indicava que Carlos R. foi morar para Loures (região de Lisboa) e que decidiu dedicar-se ao envio de grandes quantidades de haxixe para a Madeira. Montou uma rede bem estruturada, com funções para cada elemento, e segmentada, o que dificultava a sua detecção pelas autoridades. Ele próprio definia o preço da droga e a compensação a dar a cada colaborador. Havia elementos com a responsabilidade de adquirir a droga no continente e de enviá-la por encomenda postal para a Madeira. Outros recebiam as encomendas na Região e presumivelmente até contavam com a colaboração de um ex-funcionário dos CTT. Na Madeira, a droga era vendida sobretudo no bairro social de Santo Amaro.

A PJ concluiu que a rede esteve activa pelo menos desde Maio de 2017 até Julho de 2018. A derrocada começou a 29 de Março de 2018, quando foram interceptadas seis encomendas postais nas estações dos CTT do Edifício 2000 e Machico. No interior vinham quase 30 quilos de haxixe. Mas as detenções dos arguidos só viriam a ocorrer a 2 de Julho seguinte. O colectivo de juízes foi presidido por Filipe Câmara.

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