Madeira

32% das empresas precisam de mais de 6 meses para recuperar

A Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulgou hoje, dia 19 de Junho, os resultados da 1.ª quinzena do ‘COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas’, uma operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP) para avaliar os efeitos da pandemia covid-19 no tecido empresarial nacional.

De acordo com o estudo, relativo à 1.ª quinzena de Junho de 2020, 32% das empresas madeirenses estima serem necessários mais de 6 meses para que o seu volume de negócios volte ao normal.

84% das empresas respondentes estavam em produção ou em funcionamento e 15% temporariamente encerradas. A nível nacional, estas percentagens foram de 95% e 4%, respectivamente. Apesar do diferencial para o país, a percentagem de empresas em funcionamento nesta quinzena é superior à verificada na 2.ª quinzena de Maio (82%) e a mais elevada desde que o COVID-IREE começou a produzir resultados (6 a 10 de Abril).

Comparativamente à situação expectável sem pandemia, 79% das empresas continuaram a reportar um impacto negativo no volume de negócios e 14% assinalaram não existir impacto. No país, as percentagens correspondentes a estas situações foram, pela mesma ordem, de 68% e 25%.

38% das empresas declararam uma redução superior a 50% no volume de negócios e 33% uma diminuição entre 10% e 50%. A nível nacional, 25% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios.

Quando se compara a 1.ª quinzena de Junho com a 2.ª quinzena de Maio, 41% das empresas apontam para uma estabilização do volume de negócios, sendo que 37% indicam um aumento. A nível nacional, as percentagens para as duas situações atrás referidas (estabilização ou aumento) são de 38% e 35%, respectivamente.

32% das empresas referiram que o seu volume de negócios deverá demorar mais de seis meses a regressar ao nível normal e 17% apontaram para três a seis meses. No país, pela mesma ordem, os valores foram de 24% e 19%.

A evolução das encomendas/clientes foi o principal factor referido pelas empresas com redução de volume de negócios neste período, enquanto a alteração das medidas de contenção foi o motivo mais citado pelas empresas que reportaram aumentos.

Face à situação expectável sem pandemia, 45% das empresas respondentes continuaram a reportar reduções no pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar (39% no país), representando 46% do pessoal ao serviço das empresas respondentes. 49% informaram não ter havido impacto (39% do total de pessoal ao serviço das empresas respondentes), sendo que no país a percentagem foi de 56%.

23% declararam uma redução superior a 50% no número de funcionários efectivamente a trabalhar e 13% apontaram para diminuições entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 12% reportaram uma redução acima de 50%.

Comparando a situação na 1.ª quinzena de Junho com a 2.ª quinzena de Maio, 68% das empresas não reportaram alterações no número de pessoas ao serviço, sendo que a nível nacional o valor foi idêntico (68%). Por outro lado, 24% das empresas declararam aumentos de pessoal.

A redução do número de pessoas ao serviço em layoff simplificado foi o motivo com impacto positivo mais referido pelas empresas que reportaram um aumento de pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar.

41% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho e 40% das empresas registavam a existência de pessoal a trabalhar em presença alternada nas instalações da empresa devido à pandemia. Estas percentagens são inferiores às do país, onde os valores foram de 47% e 44% respectivamente.

37% das empresas beneficiaram ou planeiam beneficiar da moratória de créditos, 59% do acesso a novos créditos, enquanto a suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivo está nos planos de 44% das empresas.

Cerca de 80% das empresas considera pouco ou nada provável a alteração de forma permanente da sua actividade devido à pandemia covid-19 (75% a nível nacional). As alterações referidas como muito prováveis pelas empresas são o reforço do investimento em tecnologias de informação (20% das empresas), o redireccionamento dos mercados alvos (9% das empresas) e o aumento do recurso ao teletrabalho (7% das empresas). A nível nacional estas percentagens são de 25%, 16% e 17%, respectivamente.

DN Madeira

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