Açores

Trabalhadores da SATA querem aumentos salariais

O SINTAC (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil) anunciou ontem que formalizou no dia 5 de Junho uma proposta de revisão salarial para o ano 2019, com retroactividade a Janeiro, no Grupo SATA.

“Nos últimos dez anos os trabalhadores do Grupo SATA, confrontados com as medidas de austeridade impostas, viram o seu poder de compra duplamente penalizado. O substancial aumento de impostos somado à não actualização da tabela salarial durante dez anos constituem hoje um prejuízo insanável que precisa ser revertido”, explica uma nota daquele sindicato enviada ao nosso jornal.

“Os trabalhadores, constantemente sujeitos a exigências de aumento de produtividade, não podem continuar a ser castigados pelas opções do acionista e dos órgãos de gestão da Empresa. Há que valorizar o melhor activo do Grupo SATA, os seus trabalhadores”, afirma o sindicato.

“Analisada a conjuntura de forma realista, sabemos, será impossível reequilibrar os vencimentos na pro- porção dos prejuízos infligidos durante a última década, no entanto é preciso começar o justo caminho da reposição do poder de compra dos trabalhadores do Grupo SATA”, lê-se na nota, acrescentando que “os trabalhadores merecem a justa recompensa por estarem a gerar os capitais necessários para pagar os vencimentos milionários destes gestores e a gestão megalómana, desastrosa, desta imprescindível empresa pública”.

E adiantam: “Em mais de uma década com o mesmo padrão de gestão os danos são evidentes, mas não há qualquer apuro de responsabilidade nem qualquer responsabilização”.

Consideram que “depois de dez anos de desvalorização salarial, depois de dez anos a ver esbanjado o sacrifício orçamental dos trabalhadores, entendemos que está na hora de acabar com a demagogia da crise que justifica todos os ataques aos trabalhadores e aos seus direitos. Só não tem servido para afastar os incompetentes que trouxeram o Grupo SATA a este caos”.

“Concluímos que tudo está bem porque, se não estivesse o acionista já teria arrepiado caminho e teria acabado com esta forma de gestão ruinosa do Grupo SATA. Queremos a justa reposição do poder de compra, mas os nossos direitos não estão à venda!”, conclui a nota.

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Diário dos Açores
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