Açores

Trabalhadores da Azores Airlines queixam-se ao Presidente da República

A Comissão de Trabalhadores da Azores Airlines foi queixar-se ao Presidente da República da “situação caótica” que se vive na empresa.

De acordo com um comunicado daquela estrutura, o passo seguinte será reuniões com partidos políticos para explicar a situação na empresa, onde se regista o “desgaste permanente dos trabalhadores face ao panorama de frequentes irregularidades e da sua gestão questionável, com ênfase na fraca antecipação destas e consequente desrespeito pelos passageiros e na análise de resultados de uma empresa com sete aviões, estando dois parados”.

Petição pública para “Salvar a SATA”

Uma petição online foi tornada pública para pedir a criação de uma Comissão de Gestão da transportadora aérea SATA, que deve funcionar “em estreita ligação com a Administração” da empresa, reunindo “acordo alargado” entre forças políticas.

A petição ‘Salvem a SATA’ pretende que “a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) delibere no sentido de dar instruções ao Governo Regional dos Açores para nomear, com carácter de urgência, uma Comissão de Gestão da SATA (CGS)”.

“A CGS deverá assumir a gestão da empresa em estreita ligação com a Administração, que nomeará, e será mandatada para iniciar com carácter de urgência o processo da sua reestruturação financeira e operacional, tendo como objectivo o equilíbrio, bem como a salvaguarda do seu carácter de prestadora de serviço público fundamental para os Açores e para os Açorianos”, prossegue o texto.

É pedido, ainda, que o Parlamento açoriano “dê instruções ao Governo Regional para que faça todas as diligências” para que a comissão reúna “um acordo alargado entre as principais forças políticas regionais com representação” parlamentar.

O documento destaca a companhia aérea açoriana como uma “empresa estratégica, fundamental para o desenvolvimento dos Açores” e como “principal meio de mobilidade dos açorianos entre ilhas e com o exterior”, apontando para os prejuízos, “que, em 2018, ascenderam a 53 milhões de euros” e para uma “dívida consolidada já superior a 200 milhões de euros”.

A petição decorre até dia 28 de Julho e conta, até ao momento, com cerca de duas dezenas de assinaturas.

Depois de encerrada, será remetida ao Parlamento açoriano.


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Diário dos Açores
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