Açores

Sorteio das marchas nas Sanjoaninas de Angra gera polémica

A comissão das Sanjoaninas 2019 propôs às quatro marchas da Terceira que foram sorteadas para fazerem a sua actuação na segunda noite (24 de Junho), a possibilidade de desfilarem após a apresentação das 22 formações que estão previstas para a tradicional noite de São João (23 de Junho), segundo noticia o Diário Insular.

A decisão da organização das Sanjoaninas 2019, que é assegurada pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, surgiu depois da contestação em torno as regras do sorteio para o desfile das marchas que excluí as que se deslocam de outras ilhas e do continente.

Sendo assim, as quatro marchas da Terceira previstas para actuar a 24 de Junho, em conjunto com outras cinco de fora da ilha e após as seis de crianças, vão poder optar por serem as últimas a actuar na noite de 23 de Junho.

Este ano, a Sanjoaninas contam com um total de 35 marchas inscritas, sendo 20 de adultos da Terceira, nove de fora da ilha (três de São Miguel, duas do Pico, uma de São Jorge, uma do Funchal, uma de Viseu e uma de Castelo Branco) e seis de crianças (que actuam sempre a 24 de Julho).

Nos últimos dois anos, a organização das Sanjoaninas 2019 decidiu promover um sorteio das marchas da Terceira para determinar quais as que desfilam na primeira noite, transitando as restantes para 24 de Junho, noite que antes era reservada apenas às marchas infantis.

No entanto, as marchas do exterior da ilha são consideradas como convidadas da organização e ficam isentas de participar no sorteio.

Do total das nove marchas populares que visitam a Terceira por altura das Sanjoaninas, quatro actuam na primeira noite (23) e cinco na segunda (24).

Segundo ainda o Diário Insular, a exclusão do sorteio das marchas visitantes tem motivado protestos por parte das formações locais.

Uma das formações descontentes com os critérios do sorteio é a Marcha do Voluntário, que, pelo segundo ano, tem actuação agendada para a noite de 24 de Junho.

O descontentamento da Marcha do Voluntário foi expresso através de uma carta aberta à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo que o Diário Insular teve acesso e divulgada nas redes sociais.

De acordo com a Marcha do Voluntário, as regras de actuação nas Sanjoaninas “criadas a preceito e à imagem de cada vontade que vai surgindo, ora daqui, ora dali, mas sempre moldadas à imagem das diversas comissões que por ali vão passando, com o intuito de agradar a quem mais as satisfaz”.

Os responsáveis pela Marcha do Voluntário dizem no seu protesto que “desta vez basta” e que é altura dos participantes das formações tomarem uma posição sobre o assunto.

“Não conseguimos calar a revolta. Percebemos e aceitamos as regras. Caso contrário não estaríamos ali. No entanto, a nosso ver, as regras quando criadas, ou são para todos, ou não são para ninguém. E não é isso que se verifica ano após ano. Todos sabem, mas ninguém o diz. Falam em surdina antes de entrar e depois calam ao sabor do resultado final”, acrescenta a missiva da Marcha do Voluntário.


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Diário dos Açores
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