Açores

Seguranças aeroportuários do Pico impedidos de operar equipamentos

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) proibiu ontem os seguranças do aeroporto da ilha do Pico de operarem os equipamentos de raio-x e DVE (detector de vestígios de explosivos), por não se encontrarem certificados para o efeito.

Ao Diário dos Açores, o dirigente do STAD (Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversa), que representa os seguranças aeroportuários, confirmou a situação, avançando que a medida foi tomada na sequência da fiscalização que a ANAC está a levar a cabo naquele aeroporto.

“Segundo a informação que me foi transmitida por trabalhadores, a ANAC está a fazer uma auditoria no aeroporto da ilha do Pico e detectou que os certificados dos seguranças aeroportuários já caducaram e sem a formação actualizada eles não podem laborar”, afirmou Pedro Martins.

A certificação destes profissionais de segurança tem que ser “assegurada e renovada a cada dois anos” pela entidade patronal, neste caso, a em- presa de segurança privada Provise, o que, segundo o dirigente sindical, não aconteceu.

“Estes trabalhadores já deviam ter tido formação há algum tempo. Segundo a informação que tenho disponível, já deviam ter esta formação feita desde o dia 16 de Novembro de 2018. Já passaram alguns meses”, adiantou.

Para Pedro Martins, “não é aceitável que a empresa de segurança privada Provise se tenha descuidado de habilitar os seus trabalhadores com a formação que é necessária de dois em dois anos”, frisando tratar-se de uma situação “muito grave”.

A auditoria da ANAC estava ontem a decorrer no Aeroporto do Pico, mas o dirigente do STAD garante que o mesmo problema deverá chegar a mais três aeroportos, nomeadamente de São Jorge, Graciosa e Corvo, pois “os seguranças aeroportuários estão na mesma situação do que os do Pico, sem formação actualizada”.

Até que a situação seja resolvida, será levado a cabo um “plano de contigência”, avançou Pedro Martins, que passa por colocar agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) a operar os equipamentos com os quais os seguranças “não estão autorizados a trabalhar”. “Os seguranças vão estar apenas a servir como complemento ao trabalho da PSP”, acrescentou.

Trata-se, segundo afirma, de uma situação “complicada”. “Um segurança aeroportuário não é o mesmo que ser um vigilante que está numa portaria, numa área estática. Eles têm que ter formação adequada, que tem que ser renovada a cada dois anos, para que eles possam laborar naqueles locais de trabalho. Isto é uma responsabilidade que a empresa tem de providenciar aos trabalhadores”, salientou.

Pedro Martins garantiu que os postos de trabalho dos profissionais em causa não estão em risco, “até porque eles não têm nenhuma responsabilidade sobre o assunto”.

O acesso ao “lado ar” do Aeroporto do Pico chegou ontem a estar encerrado, mas a SATA garantiu ao Diário dos Açores que a situação não este- ve relacionada com a auditoria da ANAC. “A reabertura tardia da actividade de controle na Aerogare do Pico ocorreu em virtude de um contratempo logístico em fase de mudança de turnos. Não decorreu do processo de auditoria em curso”, lê-se num comunicado enviado à nossa redacção.

O Diário dos Açores tentou obter esclarecimentos da ANAC e da empresa Provise, mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.

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Diário dos Açores
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