Açores

Paquete Funchal está à venda por 2,3 milhões de euros

O mítico paquete Funchal, que durante vários anos operou nos Açores, vai à venda através de leilão, por 2,3 milhões de euros.

Segundo noticia o jornal Expresso, para o Funchal voltar a navegar, o Administrador da insolvência, Pinto Oliveira, estima que seriam necessários 7 milhões de euros (para “requalificação” do navio e emissão de “certificados”). Tais custos serão “irracionais”, diz o gestor da insolvência. O Funchal está obsoleto. Por um lado, ainda contém amianto, que terá de ser retirado. Por outro, as regras hoje em vigor obrigariam à “instalação de um elevador central e de obras de adaptação para acolher passageiros deficientes”, diz Pinto Oliveira.

Só as obras do Funchal terão custado mais de 22 milhões euros nos últimos anos, e, segundo o mesmo jornal, cinco anos depois, o navio vai à praça por uma décima parte desse valor.

Sobram duas hipóteses, adianta o Expresso: a que ninguém quer é a venda para sucata (destino dado ao Porto, outro barco de Alegre, que durante anos dividiu com o Funchal o Cais da Matinha, de onde saiu há três semanas, vendido por cerca de 880 mil euros). A menos má, a tábua de salvação pela qual todos suspiram, é manter o Funchal à tona, embora sem voltar ao mar. Trata-se da sua conversão em hotel ou em alojamento para estudantes, ou ainda numa solução mista, em que os andares superiores ficariam para a hotelaria. Estes são os desfechos mais prováveis, vaticina Pinto Oliveira. Além do valor da compra, o Administrador de insolvência estima que sejam necessários mais três milhões de euros para transformar o barco em hotel.

Ao longo dos últimos tempos, o Administrador da massa falida foi contactado por “uma dezena de empresas”. Na hora da verdade, de bater propostas a valer, “acredito que possam ser quatro ou cinco”, diz. “Gostaria imenso que o barco ficasse em Portugal, e acredito nisso”, acrescenta.


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