Açores

Novo canal de Desporto abriu com a história de um miúdo dos Açores

Às 11h11 da manhã de ontem a televisão portuguesa ganhou um novo canal e, como descreve o Observador, coube a Ronaldo as honras da abertura.

“Sonhar. Querer ser alguém. Não ficar à espera que as coisas caiam do céu e ir à luta,” foram as primeiras palavras do Canal 11, que promete “trazer mais gente para o futebol”.

Da visita de Jorge Jesus às origens no estádio do Amora, às notas da Wonderwall cantadas por Bernardo Silva, até à dança de ballet de Raúl Meireles, foram várias as histórias que passaram pela estreia.

Mas a primeira história – prossegue o Observador – foi a de Laurindo Júnior, um miúdo de oito anos dos Açores que joga no Sporting e quer ser como Ronaldo.

Em breve, o rapaz que veste a camisola 3 dos leões vai deixar os Açores e rumar ao continente, tal como o jogador da Juventus fez em criança.

E Ronaldo apareceu, ele próprio, a contar o que se vai passar e a comparar o percurso de Laurindo com o seu.

Depois de Laurindo, os primeiros minutos de emissão lembraram as maiores conquistas e glórias do futebol nacional.

Os golos de Figo, a defesa de Ricardo sem luvas e o Euro’2016 foram alguns dos momentos recordados.

As imagens aéreas da Cidade do Futebol, onde ficam os estúdios, foram uma constante ao longo da emissão da manhã desta quinta-feira.

Lá em baixo, junto às centenas de crianças que preenchiam os relvados, Vítor Baía foi o primeiro entrevistado.

Talvez para se habituar às suas novas funções, visto que o ex-internacional é o novo pivô do canal e as mãos que em tempos só conheceram as luvas vão agora segurar o microfone, conta ainda o Observador.

Seguiu-se uma curta entrevista a Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, sentado ao lado de Humberto Coelho. Ficou o desafio de, um dia, ver o ministro no relvado “sem gravata” e a chutar umas bolas.

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, foi também um dos “anfitriões”. Afinal, a Cidade do Futebol é o seu “escritório” e a emissão estava a realizar-se logo ali ao lado. Questionado sobre qual a melhor memória que já viveu no mundo do futebol, Fernando Gomes não tem dúvidas: o Euro’2016 é o ponto alto da sua carreira. “Ter a felicidade de estar inserido no grupo que permitiu a conquista do primeiro europeu para Portugal é claramente a memória mais marcante da minha carreira como dirigente desportivo”, confessou.

José Mourinho entrou depois em campo. O técnico lembrou as “romarias” que fazia com o pai ao Jamor para ver finais da Taça e fez rasgados elogios a Vítor Baía. Mourinho, que está sem clube desde a saída do Manchester United, confessou ainda que queria começar a trabalhar “já amanhã”, mas que esta paragem “para reflexão” lhe está a fazer bem. “Tenho de esperar pelo momento certo e pela situação que eu ache que me motiva o suficiente”, explicou o setubalense, de acordo com o Observador.


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Diário dos Açores
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