Açores

Institucionalização de crianças e jovens está a diminuir

“Felizmente, o trabalho tem sido em garantir respostas alternativas a estas crianças, designadamente reforçar o apoio junto aos pais e a outros familiares. Essa tem sido a opção, o que levou já à possibilidade de encerrarmos algumas casas de acolhimento, designadamente em Santa Maria e na ilha Graciosa. Mesmo aqui na Terceira decorreu, em 2017, um processo de reestruturação das casas de acolhimento que permitiu o encerramento de algumas”, adiantou Andreia Cardoso.

A governante falava, em declarações aos jornalistas, na vila das Lajes, na Praia da Vitória, à margem de uma visita às obras de melhoria do lar de infância e juventude da Associação de Apoio à Criança da Ilha Terceira, em que participou também o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

Segundo Andreia Cardoso, existem atualmente 295 jovens institucionalizados nos Açores, em 40 estruturas semelhantes à visitada na ilha Terceira.

O executivo açoriano apoiou as obras de manutenção e reabilitação do lar da Associação de Apoio à Criança da Ilha Terceira, num montante total de 50 mil euros.

“Esta instituição é um exemplo de integração na comunidade de uma casa de acolhimento para jovens, que como integrada que está numa antiga moradia implica um esforço de manutenção e conservação da casa para garantir as condições de segurança e salubridade exigidas”, salientou Andreia Cardoso.

Numa primeira fase, a intervenção passou pela impermeabilização da cobertura e dos pavimentos e pela pintura interior e exterior, já que a moradia antiga, do estilo arquitetónico do Ramo Grande, se encontra numa zona sujeita à humidade, mas estão previstas outras melhorias.

“Não é um processo concluído, porque vamos dar continuidade, quer ao nível da melhoria das instalações sanitárias, como também nas portas e janelas que estão a carecer de conservação”, acrescentou a governante.

Além das obras, a associação deverá receber, em abril ou maio, uma nova viatura para transporte das crianças e jovens, orçada em 20 mil euros, ao abrigo do programa Solidariedade em Movimento.

Segundo Andreia Cardoso, a instituição teve ainda “um reforço técnico”, dispondo atualmente de “um psicólogo e um técnico de serviço social, além das ajudantes de lar, que acompanham os jovens durante 24 horas por dia”.

A funcionar há mais 20 anos, o lar situado na vila das Lajes acolhe atualmente oito jovens do sexo masculino, havendo na ilha outras três instituições com este tipo de resposta social.

Lusa

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Lusa
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