Açores

Hotéis dos Açores registaram a maior subida de preços por quarto

O preço médio por quarto ocupado, no ano passado, foi de 95 euros e nível nacional, um aumento de 7% face a 2017. Açores, Lisboa e Grande Porto tiveram a maior subida de preços, 11%, 9% e 8%, respectivamente, muito acima dos 100 euros.

Segundo o ‘Hotel Monitor’, da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), “em 2018 houve um abrandamento do crescimento dos vários indicadores de operação, com a TO (taxa de ocupação) a registar uma quebra ligeira, mas trouxe também resultados muito positivos”.

“Todos os destinos registaram crescimento neste indicador, à excepção de Leiria/Fátima/Templários, com Lisboa a liderar de forma destacada com 93 euros, seguida do Grande Porto com 68 euros e do Algarve com 67 euros. Em termos de variação homóloga as melhores performances neste indicador foram Beiras e Viseu, com 13% de crescimento, e o Alentejo, com 12%”, destaca a AHP.

Assim, a AHP revelou que Lisboa registou a taxa de ocupação mais elevada, com 81%, tendo crescido “apenas 0,6 p.p. em comparação com igual período do ano anterior”. Na Madeira, “fixou-se nos 80%, mas em termos homólogos decresceu 2,9 p.p.”, de acordo com os dados da associação. Em crescimento estão, por seu lado, os alojamentos de duas estrelas, que subiram 4 p.p., para 83%. RevPAR (preço médio por quarto disponível), em 2018 foi de 66 euros, um valor 5% acima do atingido em 2017.

Os portugueses tiveram um peso de 29% nas dormidas no ano passado, sendo que os estrangeiros foram responsáveis por 71%. Os mercados tradicionais (Reino Unido, França, Espanha, Alemanha) mantiveram-se fortes, ainda que com quedas em algumas regiões.

EUA são o segundo melhor mercado dos Açores

Por outro lado, “os EUA foram o segundo melhor mercado internacional nos Açores e o terceiro no Alentejo, de destacar o seu crescimento em Lisboa e Açores. Registaram uma quebra apenas na Região Centro; o Brasil foi o segundo mercado internacional no Alentejo, onde também teve o seu crescimento mais expressivo, e na Região Centro. De assinalar uma quebra deste mercado apenas nos Açores”.

Itália foi o segundo mercado internacional na zona Centro, mas caiu a nível nacional, lê-se na nota da entidade. “Em termos de hóspedes, 38% foram nacionais enquanto 62% foram estrangeiros. Quando comparado com 2017, houve um crescimento do peso dos hóspedes nacionais de 0,8 p.p.”, revela a AHP.

A principal motivação dos turistas foi lazer/recreio e férias (83%) sendo que “as agências/operadores turísticos foram novamente o principal canal de distribuição de dormidas nos hotéis nacionais com um peso de 40%, seguido dos Travelwebsites com 22%”, segundo a associação.

Segundo o Indicador de Turismo-Açores, do Serviço Regional de estatística, as dormidas na Hotelaria Tradicional, no Turismo no Espaço Rural e no Alojamento Local durante o mês de Fevereiro de 2019 terão sido aproximadamente 107 mil.

Olhando para os gráficos do SREA, regista-se um aumento em relação a igual período do ano passado. O Indicador de Turismo, IT-Açores, divulgado mensalmente pelo SREA com base numa Metodologia desta entidade, surge da necessidade dos utilizadores de estatísticas do Turismo conhecerem uma estimativa do comportamento das dormidas nos alojamentos turísticos dos Açores com antecipação de cerca de um mês.

O IT agrega as dormidas registadas nos estabelecimentos da Hotelaria Tradicional (HT), do Turismo no Espaço Rural (TER) e de Alojamento Local (AL). Os gráficos apresentam o número de dormidas registadas (em milhares) nos meses de Dezembro de 2018 e Janeiro e Fevereiro de 2019, e respectivos meses homólogos, nos diversos tipos de alojamento turístico.

O IT de Fevereiro de 2019 estima a manutenção da tendência de crescimento do número de dormidas registadas que se tem verificado em meses anteriores.


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Diário dos Açores
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