Açores

Há mais casamentos e menos divórcios nos Açores

De Janeiro a Agosto deste ano registaram-se nos Açores 637 casamentos, mais 18 (+2,9%) do que no mesmo período do ano passado, segundo revelou ontem o Serviço Regional de Estatística.

Nos divórcios, também já estão disponibilizados os dados relativos a 2018 e comparando com o ano de 2017, constata-se uma diminuição de 8,8% no número de divórcios, sendo que o mês em que se registaram mais ocorrências foi Janeiro e o mês de menos foi Agosto.

Nas separações entre 2017 e 2018, a variação foi nula, tendo havido 5 ocorrências em cada ano.

Maior taxa de nupcialidade nos Açores

Já esta semana o INE tinha divulgado as taxas de nupcialidade referentes ao ano passado, revelando que, em 2018, realizaram-se em Portugal 34 637 casamentos, um aumento de 3% por relação a 2017 (33 634), resultando num ligeiro acréscimo da taxa bruta de nupcialidade que se situou em 3,4 casamentos por mil habitantes (3,3‰ em 2017). Entre 2013 e 2018, o Alentejo registou sempre a menor taxa bruta de nupcialidade.

Em oposição, a Região Autónoma dos Açores e o Algarve (a partir de 2014) foram as regiões que regis- taram as taxas mais elevadas neste período. Em 2018, nas Regiões Autónomas da Madeira (3,8‰) e dos Açores (3,9‰), e no Algarve (4,5‰), assinalaram-se taxas de nupcialidade superiores ao valor médio nacional.

Açorianos casam-se com mais idade do que as mulheres

Em 2018, a idade média ao casamento foi de 38,0 anos para os homens e 35,4 anos para as mulheres.

Em termos médios, os homens que casaram neste ano tinham mais 2,6 anos do que as mulheres.

Esta diferença foi mais acentuada nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira (3,1 anos em ex. aequo), na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve (2,8 anos, também em ex-aequo).

A idade média ao primeiro casamento tem vindo igualmente a aumentar para ambos os sexos, situando-se, em 2018, em 33,6 anos para os homens e 32,1 anos para as mulheres.

Em termos médios, os homens tinham mais 1,5 anos do que as mulheres.

Esta diferença foi mais acentuada na região autónoma dos Açores (2,2 anos), no Algarve (1,9 anos) e na região autónoma da Madeira (1,7 anos).

Divórcios nos Açores acima da média nacional

Em 2018, foram decretados 20 345 divórcios de casais cuja morada de família situa-se em território nacional.

Entre 2013 e 2018, o número de divórcios sofreu uma quebra, verificando-se uma tendência de diminuição até 2015, ano em que se registou um aumento.

A partir de 2016, volta a observar-se um decréscimo, sendo que a maior quebra verifica-se em 2018, com menos 1 232 divórcios decretados (763 em 2017).

Em 2018, e por relação a 2017, as regiões Alentejo e Autónoma dos Açores apresentaram a menor descida no número de divórcios decretados (-88 e -55 respectivamente); por oposição, a Região Autónoma da Madeira foi a única região que registou um au- mento, ainda que ligeiro (+32).

Os valores da taxa bruta de divorcialidade têm acompanhado a tendência de evolução do número de divórcios decretados. Entre 2013 e 2018, o valor mais alto verificou- se em 2015 (2,3‰), e o valor mais baixo em 2018 (2,0‰).

Neste mesmo período, a região Alentejo foi a que registou quase sempre as menores taxas brutas de divorcialidade e a Região Autónoma dos Açores, a que registou quase sempre as taxas mais elevadas.

Em 2018, as regiões Autónomas dos Açores e da Madeira (2,3%), foram as únicas que apresentaram taxas brutas de divorcialidade acima do valor médio nacional (2,0‰).

Diário dos Açores

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