Governo dos Açores vai analisar castas apoiadas

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O Diretor Regional da Agricultura afirmou hoje não existir qualquer indício da plantação de castas não enquadráveis no âmbito dos apoios do programa VITIS na ilha do Pico, mas, para evitar que a genuinidade do vinho dos Açores e das castas seja posta em causa, o Governo Regional determinou a realização de uma análise genética e molecular.

“Não há indícios concretos que confirmem as suspeitas, nem se confirma a existência de castas comparticipadas no âmbito do programa VITIS fora do que está estipulado em termos legislativo”, salientou José Élio Ventura, na sequência de notícias que dão conta de que podem ter sido plantadas no Pico castas espanholas de ‘Verdejo’ e italianas de ‘Verdecchio’, não abrangidas pelos apoios, em vez da casta ‘Verdelho dos Açores’.

De acordo com o Diretor Regional, toda a documentação do ponto de vista fitossanitário, no âmbito das candidaturas aprovadas, atesta que se trata de castas perfeitamente enquadradas na legislação em vigor, no entanto será realizada uma análise mais pormenorizada, casta a casta, para apurar que tipo de ‘Verdelho’ foi efetivamente plantado.

“É preciso seriedade e rigor na abordagem aos assuntos, sob pena de comprometer todo o bom trabalho que se tem feito na Região ao nível da recuperação do setor vitivinícola”, considerou José Élio Ventura, afirmando que os produtores são os primeiros interessados em garantir a autenticidade e genuinidade das castas que plantam, bem como em garantir a confiança dos consumidores no vinho dos Açores.

A análise genética e molecular do material vegetativo plantado é a única forma segura de confirmar se foram ou não plantadas castas que não se enquadram nos apoios atribuídos.

José Élio Ventura assegurou que, no caso de se confirmar que as castas no terreno não correspondem aos pressupostos das candidaturas, serão desencadeados os mecanismos previstos na lei.

Source:GACS
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