Açores

Exportação de carne de bovino aumentou 20%

No primeiro trimestre de 2019

A expedição de carne de bovino cresceu 20% nos Açores no primeiro trimestre deste ano, comparativamente a igual período de 2018, ultrapassando a dezena de milhar de carcaças, o que representa o valor mais alto dos últimos cinco anos para o período de referência.

A informação ontem avançada pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, em comunicado, aponta que, no período em análise, foi registado ainda um crescimento de 3% no número de cabeças destinadas às salas de desmancha, um indicador que o Secretário Regional da Agricultura considerou “muito positivo”.

Para João Ponte, “a expedição cada vez maior de carne embalada e em formato final de consumo permitirá uma maior valorização da produção, criar riqueza e postos de trabalho na Região”. O executivo acrescenta que “a situação favorável que se verifica no mercado da carne de bovino é resultado da aposta estratégica do Governo dos Açores nesta fileira, onde os investimentos na rede regional de abate são aqueles que têm maior visibilidade, e do trabalho que os agricultores têm feito ao nível da melhoria constante das suas produções”.

Para além da dinamização das salas de desmancha, o governo açoriano pretende ainda concluir o processo de certificação de todos os matadouros dos Açores até ao final da presente legislatura. Este ano foram já certificados dois matadouros pela norma ISO 22.000 relativa à qualidade e à segurança alimentar.

“Este é mais um contributo considerado relevante para a competitividade do sector”, frisou o Secretário Regional. No mesmo comunicado, o executivo aponta que o crescimento registado no sector “foi um factor decisivo para o Governo dos Açores apoiar com verbas regionais os produtores de carne bovina, de modo a compensá-los face às elevadas taxas de rateio inicialmente previstas nas ajudas do POSEI em 2018 e que foram pagas no final de Abril, sendo que, em alguns casos, os rateios seriam superiores a 30%”.

“O apoio atribuído permitirá que nenhum produtor de carne tenha rateios superiores a 10%. Por outro lado, a decisão de isentar de rateio os produtores mais pequenos, com abates até dez animais por semestre, permitiu que mais de 4.000 produtores (84%) não sofressem qualquer corte na ajuda atribuída”, lê-se.

A Secretaria Regional refere que, do total de abates aprovados para consumo nos matadouros da Região no ano passado, “que representam 73 mil animais, apenas 31% se destinou ao consumo local em carcaça, o restante teve como destino a exportação e salas de desmancha”. Resultados que, segundo o executivo, são “indicadores da dinâmica de crescimento e da afirmação sustentável da fileira da carne no contexto do sector agrícola dos Açores”.


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Diário dos Açores
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