Açores

Espanhóis compram manteiga, leite e queijo aos Açores

A Mercadona (uma das maiores cadeias de supermercados familiar de capital espanhol, fundada por Juan Roig Alfonso), exporta actualmente 90% das suas compras a fornecedores comerciais portugueses para Espanha, onde tem mais de 1.600 lojas.

Nos Açores, a Mercadona tem trabalhado com a Lactaçores, à qual adquire manteiga e leite para as lojas de Portugal, e vários tipos de queijo, como o queijo flamengo ou o queijo da ilha, para as lojas de Portugal e Espanha.

Em 2019, foram adquiridos 127.000 quilos de queijo e cerca de 30.000 litros de leite nos Açores, além do comprado em Portugal continental.

Em 2019, a empresa adquiriu 126 milhões de euros em produtos nacionais, mais 43% do que em 2018, ano em que fez compras no valor de 88 milhões de euros.

Além das lojas de Espanha, os produtos destinam-se também às lojas em Portugal, onde a Mercadona tem actualmente 10 lojas e prevê abrir este ano outras 10, nos distritos de Aveiro, Porto e Viana do Castelo.

A empresa conta hoje com mais de 300 fornecedores portugueses, com os quais colabora dentro da sua política de Cadeia Agroalimentar Sustentável, respeitando os princípios da legislação europeia e portuguesa em vigor e sen- do assinante do Código de Boas Práticas na Cadeia Agroalimentar.

Elena Aldana, diretora-Geral Internacional Relações Externas da Mercadona, refere que a relação da empresa com fornecedores portugueses “começou antes da nossa vinda para o país e tem-se intensificado ao longo dos anos.

“Sempre procurámos oferecer um sortido diferenciado, com produtos de elevada qualidade e a preços competitivos aos nossos ‘Chefes’ e, desde que passámos a ter fornecedores especialistas em produtos e que conhecemos mais e melhor os fornecedores em Portugal, o número de fornecedores com os quais trabalhamos cresceu”, refere, mostrando-se satisfeita com a cadeia de abastecimento que, durante a actual crise de saúde, demonstrou uma “capacidade de resposta excepcional perante os desafios, para que nada falte na mesa dos portugueses”.

Desde 2016, ano em anunciou a sua entrada em Portugal, a Mercadona já comprou um total de 329 milhões de euros a fornecedores comerciais portugueses. A fruta, os laticínios e o peixe são alguns dos exemplos de produtos comprados no nosso país.

Por exemplo, em 2019, a empresa comprou 1.160 toneladas de Pera Rocha; 3.795 toneladas de Maçã Royal Gala e 2.350 toneladas de Maçã Golden a fornecedores portugueses como Cooperfrutas, Frutas Cruzeiro, Patrícia Pilar, Global Fruit, Lusopera ou Frutitaipina. No mesmo ano, a Mercadona comprou também 22 toneladas de Banana da Madeira.

A empresa tem uma política de apoio aos sectores de produtos que atravessam períodos mais sensíveis, onde se enquadra o do leite, pelo que 100% do leite vendido em Portugal é português. Esta informação vem mesmo destacada com um selo nas respectivas embalagens. Também o azeite segue a mesma política e é de origem nacional.

Por outro lado, no âmbito da política de responsabilidade social junto dos consumidores, a Mercadona oferece um sortido amplo para os consumidores com intolerâncias alimentares. Dispõe, por exemplo, de produtos sem lactose nas suas lojas, onde se encontra o leite sem lactose 100% português.

Já ao nível das compras em lotas portuguesas, a Mercadona tem feito as suas compras em lotas locais, com o objectivo de oferecer o peixe mais fresco possível. Em 2019, a empresa comprou cerca de 1.500 toneladas de peixe nas lotas de Matosinhos, Aveiro, Peniche, Sesimbra, Olhão, Quarteira e Portimão.

No total de compras realizadas pela Mercadona a fornecedores portugueses, em 2019, entre os quais se contam fornecedores comerciais, de serviços e de transportes, o valor ultrapassa os 217 milhões de euros.

“O nosso compromisso com os nossos fornecedores é estar perto deles para conhecer o seu dia a dia, contornar de forma conjunta os problemas que possam encontrar no caminho e estreitar o nosso relacionamento e a nossa confiança. Só desta forma é que conseguimos avançar para uma Cadeia Agroalimentar Sustentável: trabalhando todos de forma conjunta”, acrescenta Elena Aldana.

Diário dos Açores

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