Açores

Denúncias ambientais aumentaram mais de 30%

As denúncias ambientais nos Açores aumentaram 33,5% nos primeiros sete meses do ano no portal oficial “Na minha ilha”, quando comparadas com o período homólogo de 2018, segundo dados a que a Lusa teve acesso.

De acordo com a Direção Regional do Ambiente dos Açores, este valor traduz um aumento de 59 participações no portal, que registou 235 denúncias de 01 de janeiro a 31 de julho de 2019 e 176 em igual período de 2018.

Este espaço foi criado pelo Governo dos Açores para que os cidadãos possam denunciar ‘online’ situações ambientais com que são confrontados nas diferentes ilhas.

Aquele departamento governamental refere que as 235 participações efetuadas no portal “Na minha ilha” até 31 de julho deste ano são “quase tantas como as efetuadas nesta plataforma em todo o ano de 2018 (238)”.

Na linha SOS Ambiente, nestes sete meses, foram recebidas 148 denúncias (mais 64,4%), o que traduz um aumento de 58 participações (90 em 2018).

As 148 participações efetuadas na linha SOS Ambiente, no mesmo período, “são mais do que as efetuadas em todo o ano de 2018”, se for excluída a Campanha SOS Cagarro, ainda segundo a mesma fonte.

Para o executivo açoriano, “estes dados são bastantes significativos e evidenciam uma cidadania ambiental cada vez mais ativa”.

A Direção Regional do Ambiente destaca o facto de a linha SOS Ambiente, em funcionamento desde 01 de janeiro de 2018, “ter promovido também um aumento das participações” através do portal “Na minha ilha”, “complementando-o e reforçando-o, sem substituição”.

“Em todo ano de 2017, antes da implementação da linha SOS Ambiente, o portal ‘Na minha ilha’ registou um total de 212 participações”, de acordo com a Direção Regional.

Segundo a tutela, no portal, com 10 anos, verifica-se que cerca de metade dos casos apontados estão relacionadas com o abandono de resíduos e 13% são relativos a conservação da natureza e áreas protegidas.

Outras situações reportadas estão relacionadas com deslizamento de terras, ordenamento do território, eventuais edificações ilegais e rede hidrográfica.

A ilha com maior número de denúncias é São Miguel, a maior e a mais populosa do arquipélago.

O tempo de resolução das situações, que são encaminhadas para os departamentos competentes do Governo Regional com conhecimento do denunciante, depende da sua natureza, podendo ir desde quatro até 45 dias, em função da “sua complexidade”.


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Lusa
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