Açores

Consumo de cocaína e ecstasy disparou nos Açores

O alarme volta a tocar nos Açores relativamente às toxicodependências: o relatório do SICAD apresentado ontem coloca a nossa região, mais uma vez, na frente dos piores índices de consumo de drogas.

O mais grave é que os números demonstram que pioramos nalguns consumos, com disparos no ecstasy, cocaína e NST (Novas Substâncias Psicoativas), mas também com prevalências nos alucinogénios e anfetaminas. Transcrevemos a seguir as partes mais significativas do relatório e as explicações dE João Goulão, um dos coordenadores do estudo.

Os Açores e o Norte do país apresentaram as prevalências de consumo recente e actual de qualquer droga mais elevadas na população de 15-74 anos, sendo que nos 15-34 anos foram também estas regiões, a par com o Centro e Lisboa.

O Alentejo foi a região com as menores prevalências de consumo recente e actual de qualquer droga em ambas as populações.

Os dados do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) ontem apre- sentados na Assembleia da República, mostram que os consumos continuam a ser mais expressivos nos rapazes, existindo significativas heterogeneidades regionais, como os consumos mais altos de cannabis no Algarve e de outras substâncias ilícitas nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

O padrão nacional de evolução das prevalências de consumo recente entre 2012 e 2016/17 – subida das de cannabis e estabilidade ou descida da maioria das outras substâncias – manteve- -se em quase todas as regiões.

São de assinalar entre as excepções, a descida da cannabis no Alentejo, os aumentos dos consumos de cocaína e de ecstasy nos Açores e Madeira (superiores entre os 15-34 anos), e as subidas do consumo recente de NSP em várias regiões, em particular nos Açores, mas também na Madeira, Norte, Centro e Algarve (mais acentuadas entre os 15-34 anos).

Os Açores na linha da frente

Uma vez que as prevalências de consumo de qualquer droga refletem sobretudo as de cannabis, importa aqui destacar alguns resultados sobre as outras substâncias, que apresentaram, em todas as regiões, prevalências de consumo recente e atual muito inferiores às de cannabis.

Em relação às duas outras substâncias com prevalências de consumo recente mais altas a nível nacional, a cocaína e o ecstasy, foram as regiões dos Açores (0,8% e 0,3 entre os 15-74 anos e 1,5% e 0,4% entre os 15-34 anos) e de Lisboa (0,5% e 0,2 entre os 15-74 anos e 0,9% e 0,5% entre os 15-34 anos) que apresentaram as prevalências de consumo recente mais altas, sendo de destacar também, no caso do ecstasy, a Madeira (0,3% entre os 15-74 anos e 0,5% entre os 15-34 anos). Por sua vez, o consumo recente de NSP é bem mais prevalente sobretudo nos Açores (3,6% na população de 15-74 anos e 6,1% na de 15-34 anos), mas também na Madeira (0,4% na população entre os 15-74 anos e 0,8% na de 15-34 anos), por comparação com as outras regiões.

Jovens 15 a 34 anos consomem muito NSP

O padrão nacional de evolução das prevalências de consumo recente entre 2012 e 2016/17 – subida das prevalências de consumo de cannabis e estabilidade ou descida da maioria das outras substâncias, quer na população total, como na de 15-34 anos -, manteve-se de um modo geral ao nível de quase todas as regiões. São de destacar entre as excepções, a descida da cannabis no Alentejo, os aumentos dos consumos de cocaína e de ecstasy nos Açores e Madeira, tendencialmente superiores entre os 15-34 anos, e por último, as subidas das prevalências de consumo recente de NSP em várias regiões, em particular nos Açores, mas também na Madeira, Norte, Centro e Algarve, sendo de um modo geral mais acentuadas na população entre os 15-34 anos.

A título complementar, e em termos de evolução desde 2001 ao nível do consumo recente na população geral entre os 15-64 anos e entre os 15-34 anos, é de assinalar o aumento do consumo de cannabis em 2016/17, sendo que em relação à maioria das outras substâncias os consumos se mantive- ram estáveis ou até registaram algumas descidas.

Açores também na frente em outras substâncias

Persistem significativas heterogeneidades regionais que importa continuar a monitorizar com vista a uma maior adequação das intervenções loco-regionais, lê-se no referido relatório do SICAD.

Em 2018 e tal como nos anos anteriores, são de destacar as prevalências mais elevadas de consumo recente de cannabis no Algarve e as mais baixas na Madeira.

Por sua vez, quanto ao consumo recente de outras substâncias que não cannabis (consideradas no seu conjunto), os Açores continuam a manter a prevalência mais elevada, a par, em 2018, da Madeira, embora se considerarmos cada uma daquelas substâncias e não o seu conjunto, tenha sido a Madeira a registar, para todas essas substâncias, as prevalências de consumo recente mais elevadas.

Diário dos Açores

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Diário dos Açores

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