Açores

Concluído processo para criação do Instituto da Vinha e do Vinho

Está concluído o processo para a criação do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, de abrangência regional, que terá sede na ilha do Pico.

O organismo terá por missão a definição, coordenação e execução da política de valorização e preservação da vinha, do vinho e das bebidas espirituosas produzidas na Região Autónoma dos Açores, assim como da política de promoção e divulgação dos respectivos produtos vitivinícolas. Vai integrar instituições ligadas ao sector, nomeadamente a CVR Açores e o Laboratório Regional de Enologia, bem como as competências das direcções regionais da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário afectos ao sector da viticultura.

Segundo avançou o Secretário Regional da Agricultura, com a estrutura pretende-se obter ganhos de eficiência e eficácia na resposta às necessidades existentes, bem como reforçar a aposta na qualidade, na autenticidade e na genuinidade do vinho dos Açores.

“Além da elaboração de um estudo sobre a necessidade da criação deste Instituto e sobre os seus efeitos relativamente ao sector onde vai exercer a sua actividade, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, com o apoio de um grupo de trabalho criado para o efeito, também já concluiu a proposta de Decreto Legislativo Regional que cria o Instituto da Vinha e do Vinhos nos Açores e o Decreto Regulamentar Regional que aprovará os respectivos estatutos”, afirmou João Ponte, acrescentando que os diplomas serão em breve remetidos ao Conselho do Governo.

O governante, que falava à margem da visita a um projecto privado de vitivinicultura na ilha do Faial, disse justificar-se a existência de um organismo que funda as competências pertencentes a algumas das estruturas que actualmente trabalham de forma independente, que racionalize e rentabilize os meios e os recursos afectos às mesmas, que permita uma maior integração e interligação de todas as respostas que o sector necessita e que promova os produtos vitivinícolas regionais de forma concertada, em suma, que potencie sinergias, com benefícios acrescidos para todos os agentes intervenientes no sector.

O Secretário Regional salientou que a vitivinicultura é um sector “altamente concorrencial que, à medida que ganha escala e conquista prestígio, responsabiliza cada vez mais todos os agentes e entidades envolvidos na respectiva fileira, pelo que é necessário a Região dar este passo, que se enquadra no processo de modernização e de optimização do funcionamento da Administração Pública Regional”.

Diário dos Açores

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