Açores

Casa das Aves Marinhas dos Açores no Faial concluída no próximo ano

A primeira pedra da futura Casa das Aves Marinhas dos Açores foi ontem lançada, estando prevista a sua conclusão na primavera do próximo ano.

Para a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo trata-se de “mais um investimento relevante na conservação da natureza e na preservação e divulgação do património natural”, face à importância da biodiversidade das ilhas dos Açores.

O espaço com cerca de 180 m2, composto por uma zona da recepção e loja, uma área expositiva de carácter permanente, em que o acesso é realizado através de um túnel de sons da avifauna marinha dos Açores, e um pequeno auditório multiusos com capacidade para cerca de 30 pessoas, que irá dispor de um sistema audiovisual concebido para exibição de um filme de alta definição, que incidirá, essencialmente, sobre o Morro de Castelo Branco e as aves marinhas dos Açores.

Neste espaço será possível a realização de acções educativas, workshops, seminários sobre a temática da avifauna, bem como reuniões de trabalho.

A titular da pasta do Ambiente destacou a importância desta iniciativa da Junta de Freguesia, localizada junto à Reserva Natural do Morro de Castelo Branco, que se pretende que seja “uma valência única” no arquipélago dedicada às aves marinhas, “com enfoque especial no cagarro e no frulho”.

Marta Guerreiro referiu que a futura estrutura vai permitir o contacto directo de públicos variados com as particularidades destas aves, o que contribuirá para “a divulgação da importância da sua conservação junto população, particularmente os turistas que visitam a ilha do Faial”.

A Reserva Natural do Morro de Castelo Branco foi alvo, em 2015, de uma intervenção paisagista com a finalidade de ordenar, de forma harmoniosa, o espaço, garantindo as condições de acessibilidade pedonal, também para pessoas com mobilidade reduzida, para a contemplação desta estrutura geológica, para além da construção de um pequeno auditório ao ar livre para que os visitantes possam apreciar o canto noturno dos cagarros.

“O projecto que apresentamos hoje [ontem] pretende dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido no âmbito da requalificação, preservação e promoção dos valores naturais presentes nesta Reserva Natural”, frisou Marta Guerreiro, que salientou que no período de 2017 a 2020, o Governo investiu “cerca de 44 milhões de euros na conservação da natureza, o que representa um acréscimo superior a 80% face aos quatros anos anteriores”.

A Secretária Regional lembrou ainda o importante papel da rede de centros ambientais, distribuídos por todas as ilhas do arquipélago, destacando que, até ao mês de outubro, registaram-se “quase 400 mil visitantes”. Na ocasião, a titular da pasta do Ambiente sublinhou também a execução de três projectos LIFE, nomeadamente o projecto integrado Azores Natura e dois projectos tradicionais – Vidalia e Beetles.

Diário dos Açores

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