Açores

Bolieiro eleito presidente do PSD/Açores

José Manuel Bolieiro foi eleito no último sábado presidente do PSD/ Açores em eleições directas, com 98,5 por cento dos votos.

Nas eleições directas para a liderança dos social-democratas açorianos participaram 1550 militantes.

Em simultâneo foram igualmente eleitos os delegados ao 24.º Congresso Regional do PSD/Açores, que se realiza entre 17 e 19 de Janeiro de 2020, na Madalena, ilha do Pico.

José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas, referiu que o resultado obtido comprova que se alcançou “maturidade para a coesão do partido com uma candidatura única” à liderança.

“A partir de hoje conto com todos. É com todos os militantes que podemos fazer do PSD um grande partido de alternativa para a governação dos Açores”, afirmou.

O presidente eleito do PSD/Açores destacou a mobilização dos militantes social-democratas no acto eleitoral, tendo em conta que se tratava de uma única candidatura.

“Nem eufórico, nem defraudado, me movo por este resultado interno. O que me move é a importância do PSD se reorganizar, reforçar a sua credibilidade e apostar numa mensagem de confiança para os Açores e para os açorianos. Não corri para ser. Estou correndo para fazer. É este o meu projecto”, concluiu.

Recorde-se que Bolieiro será o sucessor de Alexandre Gaudêncio, alvo de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeita de violação de regras de contratação pública, de urbanismo e ordenamento do território enquanto presidente da Câmara da Ribeira Grande. Gaudêncio anunciou a sua demissão do cargo em 15 de Outubro, sensivelmente um ano depois de ter derrotado Pedro Nascimento Cabral nas directas do PSD-Açores de 2018.

Na apresentação da sua candidatura, José Manuel Bolieiro reconheceu que a estrutura partidária “vive um momento de fragilidade”. “É tempo de me colocar ao dispor dos militantes, na certeza do meu percurso feito e com a esperança de que podemos fazer melhor pelos Açores”, disse.

Na altura, Bolieiro acrescentou que o PSD do arquipélago tem nos próximos anos um período “particularmente exigente”, com eleições regionais em 2020 e autárquicas e presidenciais depois. “O PSD-Açores tem de se preparar para este ciclo político, para a democracia e para ser alternativa credível. Ser credor da confiança do povo. Os Açores precisam de uma mudança de políticas”, vincou então.

Nas eleições de 2018, Alexandre Gaudêncio recolheu 60,9% dos votos, enquanto o seu opositor, Pedro Nascimento Cabral, obteve 37,5%. Nas eleições directas de então participaram 2820 militantes, um aumento de 53,8% na afluência às urnas em relação ao ato eleitoral anterior. Alexandre Gaudêncio obteve 1716 votos e Pedro Nascimento Cabral alcançou 1058, tendo-se registado ainda 46 votos brancos ou nulos.

Diário dos Açores

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Diário dos Açores

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