Açores

Base das Lajes e as Fake News

O Ministro dos Negócios Estrangeiros insurgiu-se Terça-feira contra as “falsidades” e da campanha de desinformação em torno da Base das Lajes, na ilha Terceira, e denunciou as “fake news”, em nome da “democracia” e da “aliança com os Estados Unidos”.

“Não é apenas dissipar dúvidas, é de contrariarmos nós activamente as campanhas de desinformação que infelizmente tomaram já no ano passado em particular, a Base das Lajes, e, portanto, Portugal como o seu alvo. É muito importante que sejamos claros e persistentes a contrariar alegações que não têm nenhuma espécie de fundamento científico e técnico”, referiu Augusto Santos Silva.

O Ministro falava no decurso de uma audição perante a Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portugueses sobre a 40.ª reunião da Comissão bilateral permanente entre os EUA e Portugal. O governante referia-se ao processo de descontaminação ambiental, após as revelações de contaminações nos solos provocadas pelas actividades militares na base norte-americana das Lajes.

“Não é verdade que hajam incidências de doenças oncológicas na ilha Terceira superiores à média açoriana é falso, por mais que as televisões e os jornais o repitam, é falso. É absolutamente essencial dizer que é falso”, assegurou no início na audição, a requerimento do grupo parlamentar do PSD. “Não é verdade que essa monitorização esteja a ser assegurada por organismos que não tenham a competência técnica para o efeito. Não é verdade que hajam no fundo do mar dos Açores índices de radioactividade que sejam superiores aos normais em ilhas vulcânicas”, insistiu.

Em tom veemente, Augusto Santos Silva exortou a denúncia do que definiu como falsidades. “Tudo isto é falso e nós não devemos ser eco destas falsidades. Devemos ser agentes contrários a estas falsidades. Se estamos todos envolvidos numa tarefa de defender a nossa democracia, e neste caso também a nossa aliança com os Estados Unidos face às “fake news”, temos aqui um bom exemplo para mostrar que estamos empenhados nisso”, salientou.

Numa referência à situação do dossier da descontaminação ambiental, o Ministro disse que em 2016 o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) examinou 41 sítios, que 23 não apresentavam nenhum problema, que dos restantes 18 foram fechados dois, por desactivação dos respectivos “pipelines”, e seis também fechados, “com a respectiva descontaminação reconhecida pelas duas partes na comissão bilateral permanente de Dezembro”.

Revelou ainda existirem “dez sítios que permanecem em análise, e desses dez há vários em que o LNEC precede a levantamentos e estudos, que deverão ser apresentados em Abril”. Santos Silva também precisou que “todas as infracções à lei aplicável serão tidas em conta no trabalho que temos em curso com os norte-americanos”.

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Diário dos Açores
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