Açores

Azores Burning Summer 2019

Sara Tavares e Salvador Sobral

Sara Tavares e Salvador Sobral são os cabeças-de-cartaz da 5a edição do Azores Burning Summer que este ano irá decorrer a 30 e 31 de Agosto na freguesia de Porto Formoso, concelho da Ribeira Grande.

De acordo com a organização, com uma sonoridade tropical, dub e funk, o cartaz de 2019 é o mais forte de sempre, estando ainda a ser preparado, do ponto de vista ecológico, um projecto pedagógico com as eco-activistas Ana Milhazes e Catarina Matos como Embaixadoras.

Este ano a Direcção artística – Filipe Tavares e Adrian Sherwood – apostou num cartaz com forte presença de artistas nacionais, mantendo as sonoridades funk, dub e tropicais que têm marcando a identidade do festival desde a primeira edição.

Sara Tavares e Salvador Sobral são os cabeças-de-cartaz de 2019, mas o palco também vai receber as actuações de Terrakota, Cais do Sodré Funk Connection, Tcheka & Mário Laginha, entre outros nomes de relevo.

Saliente-se ainda a actuação de Jennie Bellestar, vocalista das The Belle Stars, banda feminina de culto da Londres underground da década 80. Depois de ter actuado em 2016, Jennie regressa ao Azores Burning Summer para uma performance com Adrian Sherwood.

“Este ano tempos Sara Tavares e Salvador Sobral no Porto Formoso, grandes nomes da música portuguesa que São Miguel merece ver de novo. A 5a edição do festival tem um grande cartaz e grandes novidades na área da sustentabilidade. Todos ao Azores Burning Summer!”, afirmou o Director do festival, Filipe Tavares.

Programação ecológica

A 1a fase do festival acontece já este mês de Junho com 4 ECO TALKS com transmissão na Antena 1 Açores. Estes debates decorrem na primeira semana de Junho no âmbito da celebração do

Dia Internacional do Ambiente. Posteriormente, a 30 e 31 de Agosto, o público conta ainda com o mercado sus- tentável ‘Burning Market’ e a exposição de veículos eléctricos dentro do recinto. Este ano, o festival conta, pela primeira vez com duas Embaixadoras: as eco-activistas Ana Milhazes e Catarina Matos, criadoras de projectos ‘Lixo Zero’ que são uma referência a nível nacional. Ana Milhazes é criadora do Movimento Lixo Zero Portugal, e Catarina Matos lançou a loja online sem desperdício Mind the Trash. Ambas vão participar em acções específicas na programação ecológica do festival;

Pioneiro nos festivais sustentáveis dos Açores, o Azores Burning Summer decidiu este ano ir mais longe na sua programação ecológica e criou um projecto pedagógico inovador, de âmbito regional e nacional, que será brevemente apresentado.

Recorde-se que o Azores Burning Summer tem implementado medidas de sustentabilidade ‘Lixo Zero’ desde 2016 com a introdução de Ecopontos para a recolha selectiva de papel, plástico, metal e orgânicos; foram também banidos co- pos, garrafas, palhinhas, palhetas, louça de plástico e outros descartáveis; as bebi- das são servidas no eco-copo reutilizável e a água é vendida ao copo.

O açúcar para café é servido em doseadores em substituição das saquetas e nos bares é usado o sistema de refill em substituição das latas e embalagens de vidro, plástico e cartão.

As refeições são servidas em materiais biodegradáveis: pratos em farelo de trigo, cana de açúcar ou papel e talheres de madeira; são utilizados guardanapos de papel reciclado e biodegradável e não são usadas toalhas de mesa para não haver desperdício.

Nos sanitários é utilizada iluminação LED, torneiras temporizadas e papel higiénico reciclado. São ainda disponibilizados cinzeiros individuais portáteis. Todos os flyers e cartazes são em papel reciclado e a organização restringiu a publicidade dentro do recinto na defesa da política ‘Ruído Visual Zero’.

Foi ainda banida a utilização de geradores eléctricos a combustíveis fósseis, para privilegiar a utilização da energia eléctrica renovável disponível no período nocturno. O parque de estacionamento automóvel está localizado a 1Km do recinto para reduzir o tráfego e a poluição do ar na zona do festival.

Com a introdução do Eco-copo reutilizável, entre 2016 e 2018 a organização dá conta que conseguiu evitar o desperdício de cerca de 50.000 copos descartáveis, prevendo que 2019, se consiga poupar ao ambiente 24.000 copos.


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Diário dos Açores
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