Açores

Avião suspeito de Nicolás Maduro fez escala em Santa Maria

Há cerca de um mês o Diário dos Açores enviou, por email, uma série de perguntas à ANAC, autoridade aeronáutica em Portugal, sobre uma suposta passagem de um avião da Venezuela, pela ilha de Santa Maria, com suspeita de transportar algo relativo a Nicolás Maduro.

A nossa dúvida assentava numa notícia de um jornal daquele país, segundo a qual um avião da Pdvsa (companhia petrolífera estatal da Venezuela), o YV2486, escalou a ilha Santa Maria depois de esperar mais de 20 minutos para aterrar. Inicialmente a aeronave descolou da rampa 4 da Maiquetia, Venezuela, em direcção à ilha de Margarita.

No entanto, nunca chegou ao destino e apareceu seis horas depois solicitando autorização para desembarcar na ilha açoriana. “Não se sabe quem estaria a bordo do avião, especula-se que poderiam ser funcionários ou membros da família do mesmo regime de Nicolás Maduro, mas até agora não se sabe quem estava viajando na aeronave”, avançava o jornal.

Da ANAC nunca recebemos qualquer resposta, mas o jornal Expresso noticia agora que o Parlamento de Caracas desconfia que o avião transportasse ouro para a Suíça. O voo decorreu de 24 para 25 de Fevereiro, aterrando em Santa Maria às quatro e meia da manhã, submetendo uma hora depois um novo plano de voo com destino a Zurique. Assim que se soube deste voo estranho, o Parlamento venezuelano, presidido por Juan Guaidó, pediu às autoridades helvéticas que arrestassem e investigassem o avião, mas tal não aconteceu.

O avião terá partido de Zurique para Genebra e depois para o Dubai. De acordo com o jornal venezuelano, citado agora pelo Expresso, “o não reconhecimento pelas autoridades suíças do Governo de Juan Guaidó foi um obstáculo neste caso”.

O Expresso diz que a NAV esclareceu que a paragem do avião em Santa Maria foi uma escala técnica, “um procedimento normal em avião”, explicando que, “do ponto de vista operacional (o avião) não tem de dar motivo nenhum” sobre a escala, e que um plano de voo “só poderá não ser aceite se previamente existirem restrições por algum motivo por parte do regulador nacional ou internacional, coisa que não aconteceu”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou ao semanário que as indicações obtidas posteriormente junto das autoridades aeronáuticas “não indiciam que teria havido qualquer anormalidade”. Na Venezuela mantém-se a convicção que o avião terá transportado ouro e outros valores.


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Diário dos Açores
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