Açores

Autoridade de Saúde dos Açores diz que medidas restritivas têm sido eficazes

O responsável da Autoridade de Saúde Regional dos Açores considerou que o número de casos da Covid-19 na região poderia ser maior se não tivessem sido adotadas medidas mais restritivas do que a nível nacional.

“Estaríamos muito pior se não tivéssemos feito nada e se tivéssemos ficado à espera que alguém fizesse alguma coisa por nós”, afirmou Tiago Lopes, que é também diretor regional da Saúde nos Açores, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

O responsável salientou que, ao abrigo do estatuto político-administrativo, os Açores encetaram medidas “que foram muito para além daquelas que são aplicadas neste momento no continente”, referindo-se à suspensão de ligações aéreas e marítimas.

“Devo dizer que fomos bastante criticados por isso, nomeadamente naquilo que diz respeito à restrição das ligações aéreas. As autoridades nacionais consideraram que não tínhamos legitimidade. Tem sido uma luta para implementarmos algumas medidas na região, mas temos vindo paulatinamente a conseguir implementá-las e têm sido evidentemente eficazes”, frisou, alegando que, “nos últimos dias, o decréscimo de passageiros para a região tem sido bastante significativo”.

O presidente do Governo Regional dos Açores solicitou, no passado sábado, ao primeiro-ministro a suspensão de todas as ligações aéreas ao exterior do arquipélago, com exceção do transporte de carga e casos de força maior, mas hoje António Costa disse que a TAP iria continuar a voar para os Açores, para assegurar “continuidade territorial com o conjunto do país”.

A companhia aérea açoriana SATA, que tem como único acionista o Governo Regional, suspendeu hoje e até 31 de março as suas ligações inter-ilhas nos Açores e para fora da região, ficando excecionados voos de transporte de carga ou outros de “força maior”, devidamente autorizados pela Autoridade de Saúde Regional.

As ligações marítimas de passageiros e viaturas da Atlânticoline foram igualmente suspensas, entre todas as ilhas da região, nas mesmas condições.

Tiago Lopes sublinhou, no entanto, que as ilhas “não irão ficar isoladas”, alegando que estão previstas exceções, por exemplo, por motivos de saúde.

“Irão manter, ao fim ao cabo, todas as ligações, por via marítima ou aérea, que digam respeito ao transporte de mercadorias e para casos de força maior. São aqueles casos que estão a ser avaliados no âmbito da saúde”, frisou.

Quanto aos açorianos a quem foi imposto um período de quarentena à chegada aos Açores numa ilha que não a sua de residência, poderão chegar a casa mais cedo.

“Não está fora de equação termos aqui alguma medida de exceção e especial para com aqueles que estejam deslocados na região, para que possam regressar à sua área de residência, com as devidas medidas de cautela e prevenção”, adiantou o responsável, ressalvando que as autoridades locais serão contactadas para que a quarentena seja cumprida no destino final.

Lusa

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Fonte
Lusa

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