Açores

ADSE nos Açores motiva críticas

O Presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, João Proença, critica a política da direcção do subsistema de saúde, que deixou as novas convenções com prestadores de saúde congeladas. Numa entrevista ao ECO, João Proença define como “urgente” a necessidade de celebrar novos acordos de convenção com prestadores de saúde, numa altura em que estão em curso negociações com grupos privados de saúde, bem como a revisão das tabelas que estabelecem os preços cobrados aos beneficiários.

Os Açores e a Madeira são algumas das regiões apontadas pelo líder do órgão de supervisão da ADSE como susceptíveis à prática de monopólio por parte dos prestadores de saúde escolhidos para as convenções. Enquanto o regime livre permite aos beneficiários irem a outros prestadores, o custo suportado é “brutalmente superior” do que quando se opta por um estabelecimento que tem acordos com a ADSE. “Há regiões do país onde não há cobertura, onde a ADSE continua a não dar resposta.

Há muitos hospitais, por exemplo das Misericórdias espalhadas pelo país, a quem a ADSE não tem dado resposta. O caso dos Açores e da Madeira é o mais absurdo, onde praticamente não há regime convencionado, e quando há é um regime de monopólio totalmente inaceitável”, acusa o supervisor. João Proença afirma na entrevista ao ECO que este “é um processo que se vem arrastando. Houve algumas dificuldades no relacionamento com alguns prestadores de saúde, o que dificultou o avanço do processo.

O Governo em maio do ano passado, no decreto de lei da execução orçamental, tomou algumas medidas dizendo que se as tabelas não forem revistas devem-se aplicar estas regras, relativamente às margens para medicamentos e próteses, preços fechados das intervenções cirúrgicas, o Governo fixou algumas regras na ausência de revisão das tabelas. Neste momento, ainda se continua a assistir à revisão das tabelas e as regras ainda não estão em vigor.

O que está em causa é a ADSE elaborar uma proposta de revisão de tabelas, e o que nos é apontado agora, em termos de compromisso do conselho directivo, é apresentar a proposta até meados deste mês. Estamos a aguardar essa proposta, na última reunião do CGS foi decido criar um grupo de trabalho para começar a preparar um parecer sobre as tabelas, visto que obrigatoriamente tem de se pronunciar.

É muito importante rever as tabelas ao nível do regime convencionado: relativamente a grande parte das intervenções cirúrgicas deve haver um preço que envolva todos os custos e relativamente às próteses e medicamentos em meio hospitalar haver uma margem máxima que pode ser aplicada pelos prestadores de saúde. Isto porque os outros medicamentos são abrangidos pelas regras gerais para todos os cidadãos”.

Redes Sociais - Comentários

Fonte
Diário dos Açores
Tags
Mostrar mais

Artigos relacionados

Back to top button

 

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER

Close
Close