Açores

Açorianos continuam com a esperança de vida mais baixa do país

A esperança de vida à nascença regista ganhos em todas as regiões do país, mas nos Açores continua como a mais baixa do país.

De acordo com os dados divulgados ontem pelo INE, a esperança de vida à nascença regista ganhos em todas as regiões entre 2008-2010 e 2015-2017, sendo que o maior aumento verificou-se na Região Autónoma da Madeira.

Na região Norte situaram-se os valores mais elevados da esperança de vida à nascença para o conjunto da população e para os homens, partilhando com a região Centro o valor mais elevado para as mulheres.

Em contrapartida, as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores são aquelas onde se observaram valores mais baixos para a esperança de vida à nascença, tanto para o total da população, como para homens e mulheres.

Nos últimos sete anos, observaram-se melhorias na esperança de vida à nascença em todas as regiões, contudo o maior aumento registou-se na Região Autónoma da Madeira.

Nesta região, a esperança de vida à nascença passou de 76,13 anos para 78,18 anos, o que significa que as pessoas podiam esperar viver à nascença, em média, mais 2,05 anos do que em 2008-2010.

Mulheres açorianas com mais esperança de vida do que homens

As maiores diferenças de longevidade entre homens e mulheres no período 2015-2017 registaram-se nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, onde as mulheres podiam esperar viver em média, respectivamente, mais 7,18 e 7,11 anos do que os homens.

Nas regiões Área Metropolitana de Lisboa e Norte observaram-se as menores diferenças de longevidade entre os dois sexos (5,47 e 5,53 anos, respectivamente).

Com efeito, as maiores diferenças de longevidade aos 65 anos entre homens e mulheres registaram-se nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, onde as mulheres podem esperar viver em média, respectivamente, mais 4,28 anos e mais 3,92 anos do que os homens.

Na região Norte verificaram-se as menores diferenças entre os dois sexos (3,11 anos) para a longevidade aos 65 anos.

Os resultados relativos ao triénio 2015-2017, mostram que as quatro sub-regiões com valores mais elevados, acima de 20 anos, são: Terras de Trás-os-Montes (20,13 anos), Região de Coimbra e Médio Tejo (ambas com 20,11 anos) e Região de Leiria (20,03 anos).

A esperança de vida aos 65 anos mais reduzida, com valores abaixo de 19 anos, verificou-se nas regiões autónomas, no Baixo Alentejo e Oeste.

Entre 2008-2010 e 2015-2017 todas as sub-regiões NUTS III registaram ganhos de longevidade aos 65 anos, tendo os maiores acréscimos ocorrido na Lezíria do Tejo (1,51 anos) e os menores na região Alto Alentejo (0,5 anos).

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