Açoriano António Maçanita eleito enólogo do ano

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O enólogo açoriano António Maçanita foi distinguido pela “Revista de Vinhos – a Essência do Vinho” como o Enólogo do Ano 2018.

António Maçanita é o fundador e principal mentor dos projectos Fita Preta Vinhos, no Alentejo, Maçanita Irmãos & Enólogos, no Douro, e Azores Wine Company, nos Açores, sendo ainda consultor de vários projectos de norte a sul do país.

Segundo a Revista de Vinhos, António Maçanita “(…) numa saudável equação de equilíbrio entre vinhos de percepção imediata e outros, menos óbvios, como o primeiro branco de talha que fez no Alentejo em 2010, conquistou um lugar merecido entre os enólogos de uma nova geração”.

“Os olhares da crítica haveriam de fixar-se na magnitude do trabalho nos Açores, agora no Pico, onde alavancou um sector adormecido e afirmou-se estrela que guia. Vinhos de território, com lastro de investigação, que resgatam castas que estiveram em risco de extinção (como o Terrantez do Pico), que mostram um perfil que pensávamos não ser possível nas ilhas de bruma – tensos, iodados, de grande acidez e capacidade de evolução. O ressurgimento dos vinhos açorianos tem António Maçanita como protagonista maior e ele passou a dever ao projecto da Azores Wine Company a confirmação das credenciais de investigador, criador, inovador (…)”, refere a revista.

 

Vinha Centenária 2016 também distinguido

Também o vinho da Azores Wine Company, Vinha Centenária 2016, foi distinguido pela mesma revista com o Prémio Excelência, como um dos Melhores Vinhos de Portugal.

Este branco foi lançado no final do ano passado e é atualmente um dos brancos mais caros de Portugal (cerca de 75€) e teve uma produção de cerca de 600 garrafas.

Para além deste vinho, que se destacou como um dos melhores de Portugal, a Revista de Vinhos atribuiu ainda pontuações históricas a vários vinhos da Azores Wine Company, das quais também se destaca um vinho tinto da casta Saborinho, igualmente lançado no final do ano, a um preço

de 100€, “contradizendo assim as opiniões de que nos Açores não se fazem bons tintos”.

Para além destes prémios, a Azores Wine Company foi ainda nomeada para o Prémio Inovação/Investigação do Ano. Segundo a Revista de Vinhos, “os trabalhos de investigação e de ensaios de castas nativas na ilha do Pico têm estado na base da notória melhoria dos vinhos açorianos. A acção de um produtor, a Azores Wine Company, tem contagiado positivamente

os demais actores e o cenário que agora começa a estabelecer-se parece ter bases sólidas de sustentação”.

Foram ainda nomeados para este prémio a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro), o ISA (Instituto Superior de Agronomia) e a Corticeira Amorim. Esta última foi a vencedora do prémio dado o seu compromisso de eliminar o TCA (abreviatura do composto químico que motiva o “cheiro a rolha”) das rolhas de cortiça naturais até 2020.

Source:Diário dos Açores
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