Açores

Açores têm 25% de empresas ‘zombies’

Os Açores têm 25,4% de empresas ‘zombies’, um dos maiores problemas da economia nas regiões ou no país, sublinha o estudo “Investimento Empresarial e o Crescimento da Economia Portuguesa”, lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian em Dezembro de 2017, revelado pelo ZAP.

Empresas ‘zombie’ são aquelas que se apresentam em estado de “mortasvivas”, não têm condições para se levantarem da crise em que estão enterradas, não revelando viabilidade económica e existindo completamente dependentes dos créditos bancários. Como uma bola-de-neve problemática, os bancos continuam a alimentar linhas de crédito porque não têm interesse em reflectir nas suas contas as perdas com estas empresas. A política de taxas de juro baixas contribui para este cenário, já que facilita o endividamento das empresas e, por outro lado, os investidores também apostam mais facilmente em sociedades que implicam mais riscos.

A Madeira tem 34,1% do total das empresas. Em Portugal, as empresas ‘zombies‘ têm um peso relevante na economia nacional, representando em 2015 cerca de 10% do endividamento e 14,3% do emprego no país. Esta análise à realidade económica nacional constatou que a incidência de empresas ‘zombies‘ se situava nos 26% em 2015 – em 2012, era de 36% do total.

Em termos de sectores, o destaque vai para o alojamento e a restauração, com uma representação de 40%, seguindo- se o comércio (24%) e a indústria transformadora (23%). Outro estudo relativo ao ano de 2015, intitulado “Empresas Zombie em Portugal – Os sectores não transaccionáveis da construção e dos serviços” e efectuado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Inovação, aponta que mais de 10% das empresas portuguesas de construção e serviços não têm viabilidade económica.

Este relatório, divulgado pelo Dinheiro Vivo, destaca que estas empresas “sobrevivem à custa de crédito”, pagando “salários acima da produtividade” e não conseguindo gerar “receitas suficientes” para a sustentabilidade das operações. Em termos de números, estas empresas ‘zombies‘ eram mais de 7500, ou seja, 10,65% do total em 2015. Em 2008, tinham-se situado nas 5100 (5,24% do total) e em 2013, eram 9500 (12,48%), conclui o ZAP.

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Diário dos Açores
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