Açores

Açores em alerta até 31 de março

O Governo dos Açores declarou esta quarta-feira o estado de alerta no arquipélago até ao dia 31, não excluindo a prorrogação deste prazo ou a passagem às fases seguintes previstas no plano relativo ao surto de Covid-19, nomeadamente o estado de contingência.

A medida foi avançada esta tarde pelo presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, que falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, após uma reunião extraordinária do Conselho de Governo dedicada em exclusivo ao surto de Covid-19.

Nos Açores, não há ainda registo de casos positivos no que refere a esta epidemia.

De todo o modo, o executivo regional decidiu hoje adiar para data posterior a 31 de março todos os eventos por si promovidos, e recomendou que os eventos promovidos por outras entidades públicas ou privadas sejam também adiados para data posterior.

O Governo dos Açores recomenda ainda, também até 31 de março, o adiamento de deslocações, “a qualquer título e de qualquer pessoa”, da região para o exterior e do exterior para a região, “salvo as absolutamente imprescindíveis”.

Os governantes açorianos decretaram também a suspensão das autorizações para atracagem de cruzeiros e iates nos portos e marinas da região, salvo os casos “devidamente autorizados” pela autoridade de saúde.

Contudo, mesmo estes têm de garantir que “não desembarcam passageiros” em terra.

Os três hospitais da região e as várias unidades de saúde de ilha terão um reforço orçamental global de até 15 milhões de euros, anunciou ainda Vasco Cordeiro.

A Linha de Saúde Açores está desde segunda-feira “tecnicamente preparada para funcionar com 10 postos de atendimento” (cinco vezes mais do que a sua capacidade normal).

A elaboração de planos de contingência das escolas açorianas está também concluída, mas questionado sobre um eventual encerramento de escolas, Vasco Cordeiro sublinhou: “Neste momento em que estamos aqui, a falar convosco, esta não é uma medida que se considere ser decretada já. De qualquer das formas há um acompanhamento permanente desta situação”.

E prosseguiu: “Mas a medida mais importante de todas, e que não foi decidida pelo Conselho de Governo”, é um sensato comportamento individual “no cumprimento das recomendações e medidas decretadas”.

“A proteção de todos começa com a proteção de cada um”, concretizou o chefe do executivo açoriano.

Lusa

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Fonte
Lusa

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