Açores

Açores batem recorde no de baixas por doença

Os Açores bateram o recorde no ano passado em beneficiários com processamento de subsídio por doença.

De acordo com dados da Segurança Social, consultados pelo nosso jornal, foram 16.267 beneficiários açorianos que receberam baixa por doença, mais do que os 14.506 de 2018 ou do que os 13.879 de 2017. O ano com valores mais baixos registou-se em 2016, com 9.520.

Por sua vez, na Madeira, segundo revela o Diário de Notícias do Funchal, no ano passado foram aprovadas 35.703 baixas por doença, o número certificados de incapacidade para o trabalho mais alto desde que há registo (remonta a 2001), com um aumento de 10,2% face a 2018, que se pode adjectivar de assinalável, sobretudo porque o recorde tinha sido precisamente o ano anterior, com 32.394 baixas por doença.

A beneficiarem destas dispensas ao trabalho que acabam por ser custeadas em parte pela Segurança Social, tivemos então uma média de 2.975,25 baixas por mês, o que dá quase 100 baixas diárias por doença ao longo do ano passado.

Em 2018, por exemplo, a média mensal tinha sido de 2.699,5 baixas ou menos 275 por mês e quase 90 por dia.

Por outro lado, adianta ainda o DN da Madeira, temos a curiosidade de Novembro, Dezembro e Janeiro do ano passado terem sido os primeiro, segundo e terceiro meses com mais certificados de incapacidade para o trabalho registadas em 19 anos de dados disponibilizados, o que dá um total de 228 meses (Janeiro de 2001 a Dezembro de 2019).

Os três meses com mais baixas por doença aconteceram, assim, no ano passado, mais precisamente com 3.423 baixas em Novembro, 3.368 em Dezembro e 3.237 em Janeiro de 2019.

Estes três períodos, acompanhados pelos restantes meses, tiveram médias diárias de certificados de incapacidade extraordinárias, com 114,1/dia, 108,6/dia e 104,4/dia, todas acima da média mensal de 2019.

O quarto mês com mais certificados de incapacidade para o trabalho tinha sido em Fevereiro de 2010, 3.233 no total, aqui com uma justificação compreensível (explicável), uma vez que foi neste mês que ocorreu a tragédia do dia 20, com consequências físicas e emocionais para muitos madeirenses.

Desde Janeiro de 2001 até o último mês do ano passado foram passados 520.148 certificados por doença, sendo que nos últimos três anos tem vindo sempre a subir, acompanhando a tendência nacional (a crescer desde 2014) que com 1.821.202 baixas bateu novo recorde, ao ponto de a Confederação Empresarial de Portugal ter dito há poucos dias que “a situação é equivalente a ‘crime organizado’”.

Face a 2018, a nível nacional foram mais 132.285, que representa um aumento de 7,83%, abaixo do aumento percentual na Madeira (10,2%) e pouco mais de metade do aumento nos Açores (+13,5% para 46.861 baixas por doença).

Uma última nota a propósito do entendimento sobre Subsídio por Doença, que “inclui dados de Subsídio por Tuberculose, Subsídio por Doença, Concessão Provisória de Subsídio Doença e Subsídio por Doença Profissional”, conclui o DN madeirense.

Diário dos Açores

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Fonte
Diário dos Açores

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