Açores

Açorianos são dos que consomem mais depressivos

Portugal é o quinto país da OCDE com maior consumo de antidepressivos, tendo mais do que triplicado o consumo no país entre 2000 e 2017.

O relatório sobre o sector da saúde em 2019 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado esta semana, mostra um aumento generalizado no consumo de antidepressivos nos cerca de 30 países analisados, que entre 2000 e 2017 registaram, no conjunto, uma duplicação.

Portugal apresentava em 2017 um consumo de 104 doses diárias de antidepressivos por mil pessoas, quando em 2000 pouco ultrapassava as 30 doses diárias.

Sobre os Açores não existem dados concretos actualizados, mas sabe-se que é na nossa Região que existem os valores mais altos do país neste tipo de consumos, segundo um estudo da Health Market Research (HMR), baseada num painel de 2 440 farmácias, que correspondem a 84% da cobertura nacional.

As idades em que mais se consome situam-se entre os 55 e os 79 anos, sobretudo na região dos Açores.

O relatório da OCDE agora divulgado usa como indicador a “dose diária”, que representa a média indicada por dia para um medicamento usado por adultos para sua principal indicação terapêutica.

Portugal apresenta um consumo de 104 doses diárias por mil pessoas, quando a média dos países da OCDE é de 63.

Com maiores consumos do que Portugal surgem a Islândia, o Canadá, a Austrália e o Reino Unido.

Segundo o documento “Health at Glance 2019”, o aumento do consumo de antidepressivos pode refletir melhorias no reconhecimento e diagnóstico da depressão, a disponibilidade de terapias e a evolução de guias de orientação clínica.

Há, contudo, uma grande variação entre os países analisados e a Islândia tem, por exemplo, um consumo 10 vezes superior ao da Letónia, país com consumo mais reduzido.

Diário dos Açores

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