Açores

Açores e Algarve são as regiões mais especializadas em investigação marinha

O mais recente estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos revela que Portugal poderá tornar-se numa referência europeia no que toca à investigação do mar, e que os Açores, a par com o Algarve, são das regiões mais especializadas na investigação marinha.

O relatório “Evolução da Ciência em Portugal (1987-2016)”, coordenado pelo biólogo Nuno Ferrand, indica que a especialização nacional é superior à da maioria dos países marítimos europeus, sendo que apenas a Noruega é semelhante a Portugal na contribuição relativa das ciências do mar para a produção científica total do país. Ao todo, no período entre 2012 e 2016, foram publicados no país, em média, cerca de 62 publicações por milhão de habitantes.

Segundo estudo, o Algarve e os Açores são as regiões mais especializadas na investigação marinha. Cerca de 20% e 30% das suas produções científicas concentram-se em torno das ciências do mar. Já no Norte, Centro e Lisboa este nível não vai além dos 4%.

Embora o número de publicações tenha crescido exponencialmente em Portugal ao longo de 30 anos, o seu impacto não se compara ao das produções de países de referência, tal como a Noruega e a Holanda. O baixo número de patentes submetidas e relacionadas com o mar indica que o nível de inovação nacional ainda é muito baixo.

De acordo com o estudo, esta situação é um espelho do “sistema de incentivos aplicado nas avaliações da investigação em Portugal”, no qual se premeia “mais a quantidade, em detrimento da qualidade e do seu impacto na comunidade científica, na indústria e na sociedade em geral”. No que toca à totalidade dos domínios analisados pelo relatório, nos quais se incluem as ciências exactas e engenharias, sociais e humanas e da vida e da saúde, a FFMS indica que apesar do “progresso notável” ao longo dos últimos 30 anos, Portugal continua “aquém” do desempenho dos países europeus de referência.

Tendo em conta as fragilidades do caso português, os investigadores consideram que é necessário aumentar não só os níveis de financiamento em pesquisa e desenvolvimento, mas também de recursos humanos, de impacto das publicações científicas e de participação das empresas.

Diário dos Açores

Redes Sociais - Comentários

Fonte
Diário dos Açores
Tags
Mostrar mais

Artigos relacionados

Back to top button

Close
Close