Açores

Açores continuam a perder população

Os Açores continuam a perder população, com mais mortes que nascimentos, segundo os dados divulgados pelo SREA na publicação sobre o movimento fisiológico da Região.

Em 2018 houve 2.253 nados-vivos (mais 34 do que no ano anterior) e 2.295 óbitos (mais 49 do que no ano anterior), perfazendo assim um saldo natural de menos 42 pessoas (menos 27 em 2017).

Recorde-se que, também no saldo migratório, os Açores estão no negativo, havendo mais pessoas que saem das ilhas do que as que entram, em contraciclo com o país e com a Madeira (ver notícia na edição de 15 de Junho do corrente).

Em 2018 nasceram mais homens (1.167) do que mulheres (1.086), o mesmo acontecendo nos óbitos, em que morreram mais homens do que mulheres.

No ano passado registaram-se mais casamentos (960) do que no ano anterior (921).

As ilhas onde se registaram mais nasci- mentos foram, por esta ordem, S. Miguel (1.360), Terceira (464), Faial (128), Pico (118), S. Jorge (65), Santa Maria (49), Graciosa (36), Flores (29) e Corvo (4).

Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Ribeira Grande , Praia da Vitória e Lagoa são os concelhos com maior número de nascimentos.

Menos 14 mil pessoas em Portugal

Também o INE revelou que em 31 de Dezembro de 2018, a população residente em Portugal foi estimada em 10 276 617 pessoas, menos 14 410 que em 2017.

Este resultado traduziu-se numa taxa de crescimento efectivo negativa de 0,14%.

A tendência de decréscimo populacional mantém-se, ainda que atenuada nos dois últimos anos.

A desaceleração do decréscimo populacional em 2018 resultou da melhoria do saldo migratório (de 4 886 pessoas em 2017 para 11 570 pessoas em 2018), já que o saldo natural negativo se agravou (de -23 432 em 2017 para -25 980 em 2018).

Envelhecimento continua a acentuar-se

O envelhecimento demográfico em Portugal continua a acentuar-se: quando comparada com 2017, a população com menos de 15 anos diminuiu para 1 407 566 (menos 16 330 pessoas) e a população com idade igual ou superior a 65 anos aumentou para 2 244 225 pessoas (mais 30 951), representando, respectivamente, 13,7% e 21,8% da população total.

A população mais idosa (idade igual ou superior a 85 anos) aumentou para 310 274 pessoas (mais 12 736).

Em 2018, uma em cada duas pessoas residentes em Portugal tinha acima de 45,2 anos, o que representa um acréscimo de 4,4 anos em relação a 2008.

No futuro, mantêm-se as tendências de redução da população e de envelhecimento demográfico. Portugal poderá perder população até 2080, passando dos actuais 10,3 milhões para 7,9 milhões de residentes, ficando abaixo dos 10 milhões em 2033.

A população jovem poderá ficar abaixo do limiar de 1,4 milhões já em 2019 (1 393 513) e do limiar de 1 milhão em 2074 (995 647). O número de idosos passará de 2,2 em 2018 para 2,8 milhões em 2080.

Número médio de filhos: 1,41

No período de 2008 a 2011, o índice sintético de fecundidade (ISF) variou entre 1,35 e 1,40, tendo descido até 1,21 filhos por mulher em idade fértil em 2013.

A partir de 2014 verificaram-se ligeiras recuperações anuais, tendo atingido 1,41 filhos por mulher em idade fértil em 2018.

Em 2018, a idade média das mulheres ao nascimento de um filho foi de 31,4 anos, mais 1,8 anos do que em 2008.

A idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho foi de 29,8 anos, mais 2,1 anos relativamente a 2008.

Mais mulheres que homens

Em 2018, a população masculina residente em Portugal foi estimada em 4 852 366 e a população feminina em 5 424 251.

A relação de masculinidade foi de 89,5 homens por 100 mulheres, refletindo um maior desequilíbrio entre os volumes populacionais dos dois sexos, por comparação com 2008, ano em que esta relação era de 92,2 homens por 100 mulheres.

O número de homens foi superior ao de mulheres em idades mais jovens (0 aos 14 anos), principalmente devido à relação de masculinidade à nascença favorável aos homens. Acima dos 65 anos, o número de homens é significativamente inferior ao de mulheres, em resultado da maior mortalidade na população masculina: em 2018, no grupo etário dos 65 aos 79 anos, existiam 79,3 homens por 100 mulheres e no grupo etário dos 80 e mais anos esse valor foi de 55,8.

No entanto, nos grupos etários acima dos 65 anos, a diferença entre os sexos está a diminuir: há dez anos, para cada 100 mulheres dos 65 aos 79 anos existiam 77,3 homens e no grupo etário dos 80 e mais anos existiam 54,1 homens.

Idade mediana aumentou

Em 2018, a idade mediana da população residente em Portugal foi de 45,2 anos.

A idade mediana corresponde à idade que divide a população em dois grupos de igual dimensão. Isso significa que, em 2018, metade da população residente tinha mais do que 45,2 anos, enquanto a outra metade era mais jovem do que essa idade.

De 2008 a 2018, a idade mediana aumentou 4,4 anos (era de 40,8 anos em 2008). Em 2017, Portugal tinha a tercei- ra idade mediana mais elevada da União Europeia (UE 28), situada em 44,8 anos, ficando abaixo apenas da Itália (46,3) e da Alemanha (46,0).

No ano de 2017, a idade mediana da população residente na UE 28 foi de 43,1 anos. Entre os Estados-Membros, a idade mediana variou entre 37,3 anos na Irlanda e 46,3 anos em Itália.


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Diário dos Açores
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