Açores

70% das pescarias de atum realizadas na Madeira são da responsabilidade de embarcações açorianas

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia salientou hoje que “as 22 embarcações registadas nos Açores com licença para pescar na Madeira são responsáveis por mais de 70% das descargas” de atum registadas nesta Região Autónoma.

Gui Menezes referiu que “a pesca ao atum é incerta” nos Açores, é sazonal, iniciando-se em meados de abril e terminando em outubro, acrescentando que, nos primeiros meses, há uma maior probabilidade da ocorrência destas espécies na Madeira, onde a maioria das embarcações açorianas estão licenciadas a pescar.

Entre a frota licenciada para a captura de tunídeos usando a arte de salto-e-vara, cerca de três dezenas de embarcações só efetuam descargas de tunídeos, exercendo a sua atividade nas sub-áreas Açores e Madeira.

De acordo com o diploma europeu que determina as possibilidades de pesca, a quota nacional de atum-voador é de 1.994 toneladas e a quota nacional de atum-patudo é de 3.574 toneladas, tendo-se pescado até agora 1.257 toneladas de voador e 1.240 toneladas de patudo, sendo que mais de 95% foi descarregado na Madeira, onde o valor de primeira venda de tunídeos ronda os seis milhões de euros, sendo que o atum-voador representa 3,2 milhões de euros, o patudo cerca de 2,6 milhões de euros, o bonito 60 mil euros (65 mil quilos) e o rabilo 250 mil euros (32 mil quilos).

Analisando a pesca nos Açores, sem considerar o atum, “em termos de preço médio, até ao início do mês de junho, registou-se uma valorização do pescado” em 6,31 euros por quilo em 2019, o que representa mais 38% que em 2016, mais 3% que em 2017 e mais 13% que em 2018, adiantou Gui Menezes.

Nesse sentido, acrescentou o Secretário Regional, continua a registar-se no acumulado de 2019 a tendência de aumento “do valor médio do pescado, sendo um dos exemplos os Alfonsins”, incluindo Imperador, cujo preço médio subiu 57% em relação a 2017 e 5% em relação a 2018.

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GACS
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