África

Rosine Coulibaly é a nova representante do SG da ONU para Guiné-Bissau

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou esta segunda-feira a nomeação de Rosine Sori-Coulibaly, do Burquina Faso, como nova representante especial para a Guiné-Bissau.

Sori-Coulibaly também vai acumular o cargo de chefe do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis.

Na Guiné-Bissau, mais de dois terços da população vive com menos de US$ 2 por dia e mais de um terço enfrenta a situação de pobreza extrema, Alexandre Soares

A representante sucede ao brasileiro José Viegas Filho, que completou a missão a 18 de maio de 2019. Em nota, o secretário-geral “agradece a liderança” de Viegas Filho durante o seu mandato.

O chefe da ONU diz que Sori-Coulibaly “traz para esta posição mais de 35 anos de experiência internacional e nacional no campo do desenvolvimento sustentável e humanitário, transição política, redução da pobreza, reformas fiscais e orçamentais, igualdade de género e empoderamento das mulheres.”

Entre 2016 e 2019, a nova representante foi ministra de Economia, Finanças e Desenvolvimento do Burquina Fasso. Ela trabalhou mais de 20 anos com as Nações Unidas, incluindo como representante especial adjunta no Burundi.

Também foi coordenadora residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, no Togo, entre 2006 e 2011, e no Benim, entre 2014 e 2016. Para a mesma agência, também exerceu funções como coordenadora humanitária.

Antes de trabalhar nas Nações Unidas, esteve no Ministério de Desenvolvimento Econômico e Planeamento do seu país. Também participou em organizações da sociedade civil, em particular associações que lutam por Direitos Humanos e empoderamento das mulheres.

Sori-Coulibaly tem mestrado em economia do desenvolvimento pela Universidade Cheikh Anta Diouf, do Senegal, e pós-graduação em planeamento e macroeconomia pelo Instituto Africano para o Desenvolvimento e o Planejamento Econômico das Nações Unidas.

Segundo a última resolução do Conselho de Segurança, aprovada em fevereiro de 2019, o Uniogbis deve encerrar até ao final de 2020.

Em 2019, a missão já apoiou a realização de eleições legislativas e deve prestar ajuda às eleições presidências que devem acontecer até ao final do ano.

A missão política também está a preparar a transição de todas as suas funções para órgãos nacionais e regionais.

 

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