Santoinho: 20 anos de sucesso em Toronto

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Por: Luís Aparício

 

Cerca de duas mil pessoas viveram intensamente o arraial minhoto organizado pela Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT), novamente no Hangar do Downsview Park. Além dos ingredientes típicos da cultura minhota, a festa foi engrandecida com as presenças de Valdemar Cunha, filho de António Cunha, o criador do Santoinho, do emblemático grupo musical Clipers e do carismático cantador ao desafio e tocador de concertina Augusto Canário.
O espaço do Arraial de Santoinho recebe todos os anos milhares de portugueses e muitos turistas de vários países, principalmente da Europa, ávidos de visitar Portugal e a região de Viana do Castelo para participar e testemunhar uma festa onde se vive o verdadeiro espírito da romaria minhota.

 

Em verdade, há muito que a festa do arraial de Santoinho deixou de se confinar apenas ao seu espaço em Darque. O espírito da romaria e a alegria da festa que todos os anos contagia milhares de pessoas é replicado com sucesso em várias comunidades espalhadas pelo mundo. Deste lado do Atlântico, esse papel tem estado a cargo da ACMT que há 20 anos vem realizando esta grande noite, onde não falta a ementa tradicional com as sardinhas, bifanas, a broa, a doçaria regional, o caldo verde e o famoso champarrião.
Um cartaz promocional do Santoinho, que faz 45 anos, uma referência para a região e para o país, cuja época abre em finais de maio e se estende habitualmente até novembro. Mas a Quinta de Santoinho é mais que a própria festa. Neste espaço está também sediada a Fundação António Cunha e ao seu abrigo, o Museu do Traje e o Museu dos Transportes. Uma Fundação que tem como principais objetivos a preservação da coleção única de trajes tradicionais minhotos de finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, com milhares de peças variadas, dinamizando a divulgação da coleção, da cultura e tradições minhotas e potenciando a atratividade da região.
Valdemar Cunha, que liderava uma comitiva da AVIC, grupo empresarial ligado ao turismo do Minho e de Portugal desde fevereiro de 1949, não escondeu a sua emoção por estar a viver o Santoinho em Toronto. “Para mim não é surpresa, porque eu já tinha visto através de vídeos a vossa festa aqui”, garante. “Mas isto está a emocionar-me muito”, acrescentou, lembrando que esse era também um desejo do seu pai.
Para o presidente da ACMT, Augusto Bandeira, a presença da comitiva que veio de Portugal, bem como do grupo musical Clipers, que completa 50 anos de existência em 2018, era o concretizar de um sonho de longa data, só possível graças ao apoio da própria AVIC e de dois empresários locais. O “timing” perfeito para assinalar os 20 anos de Santoinho em Toronto e abrir o programa do 40.º aniversário da ACMT que este ano inclui uma semana cultural com animações, gastronomia regional e artesanato do Minho, e um jantar de gala (dia 14 de outubro) com uma passagem de modelos de trajes modernos a cargo da estilista Isabel Lima, vinda de Portugal.
A entrada dos Zés Pereiras e Cabeçudos (anunciadores da festa), a etnografia, o folclore, a Marcha Popular do Santoinho, tocada pelo grupo Clipers, a música tradicional/popular de Canário e Amigos, o sorteio de prémios e a largada dos balões, deram colorido a uma festa que preencheu a tarde de domingo (dia 8) e se prolongou para lá da meia-noite.

 

 

 

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