“Para andar lhe pus a capa…” O pião, um brinquedo dos nossos avós

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«Para andar lhe pus a capa
E tirei-lha para andar,
Que ele sem capa não anda,
Nem com ela pode andar,
Com capa não dança,
Sem capa não pode dançar;
Para dançar se bota a capa,
Tira-se a capa para dançar.»
Teófilo Braga, in “Eras Novas”
(“As Adivinhas Portuguesas”,)

Esta é uma adivinha, que povoa as recordações de infância de muitos/as, que se deliciaram à volta do jogo do pião nas aldeias portuguesas. Um jogo maioritariamente de rapazes, ele não era contudo restrito ao sexo masculino, uma vez que nas freguesias portuguesas muitas meninas, hoje mães e avós, brincavam ao pião, tornando-se mestras neste jogo. O pião, ou pinhão, como é conhecido por algumas zonas do Brasil, ou ainda o xindire, o n’teco, ou mbila, em Moçambique, é uma brincadeira clássica que tem como objetivo «puxar uma corda enrolada a um objecto afunilado, geralmente de madeira, e com uma ponta de ferro, colocando-o em rotação no solo, mantendo-se erguido.» Possivelmente associado a práticas de adivinhação e interpretação de presságios em certas épocas do ano, o pião utilizava-se para recriar o movimento dos astros.»
De origem incerta, parece contudo que era já conhecido desde o ano 4000 AC, pois foram encontrados alguns exemplares de argila, nas margens do rio Eufrates. Todavia, é certo que os romanos e os gregos tinham este brinquedo. De acordo com os historiadores, terá sido a China e o Japão, as culturas responsáveis pela sua introdução no Ocidente.
Brinquedo muito comum durante a infância nos nossos avós, ele é por isso um dos muitos artefactos do Baú da Avó.

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